Recepção: (21) 2195-0450. Agendar atendimento no Jurídico: (21) 2195-0457 / 0458 (11h às 16h).

O Sepe manifesta sua solidariedade à professora Michele Ramos, da rede municipal de ensino de São José dos Campos (SP), vítima de um grave e chocante episódio de violência no ambiente escolar. Estudantes de uma turma do 8º ano em que ela lecionava colocaram vidro quebrado em um copo de água e, em seguida, ofereceram a bebida à docente. A tragédia só foi evitada porque um dos alunos a alertou a tempo sobre o que havia acontecido.

Logo após o incidente, ela se dirigiu ao hospital e foi medicada com um colapso nervoso; em seguida, fez o boletim de ocorrência e abriu uma CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). A docente pediu afastamento temporário para decidir se continuará na mesma escola. O caso está sendo investigado pela delegacia local.

O Sepe repudia toda e qualquer forma de violência no ambiente escolar e alerta para o crescente contexto de desvalorização da profissão docente em nossa sociedade. Esse cenário é agravado pelo descaso do poder público, que deixa de implementar políticas efetivas de valorização dos profissionais da educação e de ampliar os investimentos necessários para garantir uma educação pública de qualidade. Valorizar quem educa é um compromisso essencial para a construção de escolas mais seguras, acolhedoras e capazes de cumprir seu papel social.

Seguiremos defendendo políticas e ações voltadas à prevenção da violência nas unidades escolares e à proteção de todos os trabalhadores da educação, lado com toda a comunidade escolar, incluindo, alunos, pais e responsáveis.

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Os profissionais do Ginásio Educacional Tecnológico (GET) Lins de Vasconcelos (Zona Norte) protestaram na manhã de hoje (30) contra as agressões sofridas por uma professora da unidade ocorridas no dia 19 de junho. Responsáveis também participaram do ato. Segundo testemunhas, a professora vítima das agressões foi atacada pela mãe de uma estudante por causa de questões disciplinares envolvendo esta última. O Jornal O Dia fez uma reportagem sobre a manifestação em sua edição eletrônica.

A professora solicitou que a estudante fosse a direção, mas esta se negou e sua responsável foi convocada à escola. A Regional 3 do Sepe, que acompanha o caso, foi ao local e apurou, com base em depoimentos de inúmeras testemunhas, que a aluna mentiu para a mãe e disse que a professora a teria agredido durante a sua condução à direção da unidade. A responsável então, teria agredido a profissional, sem ouvi-la, desferindo um soco na professora na frente da diretora da escola.

A Regional 3 buscou uma solução junto à 3ª CRE, mas o órgão não apresentou uma definição para o caso. A professora segue de licença médica por causa das agressões. O caso está sendo investigado pela 26ª DP (Todos os Santos).

O Sepe lamenta a ocorrência de mais um caso de violência dentro de um espaço escolar e condena a demora da 3ª CRE e da SME em apresentar uma resposta imediata para a situação. Para o sindicato, é inadmissível que o espaço escolar, que deveria ser um local diálogo e de troca pedagógica, cada vez mais se transforme numa arena de conflitos que colocam em risco a saúde e a integridade dos membros da comunidade escolar.

Veja reportagem do Jornal O Dia sobre o assunto pelo link: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/06/7271287-ato-pede-paz-e-seguranca-apos-agressao-contra-professora-na-zona-norte.html

 

 

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A comunidade escolar da Escola Municipal Lins de Vasconcelos realizará nesta terça-feira (30), às 7h30, uma manifestação de repúdio à violência sofrida por uma professora da unidade, que foi agredida fisicamente por uma mãe dentro da escola. Em razão das agressões e do abalo emocional provocado pelo episódio, a docente encontra-se licenciada.

O ato, com o apoio do Sepe, tem como objetivo prestar solidariedade à professora e reafirmar que o ambiente escolar deve ser um espaço de respeito, diálogo e segurança para profissionais, estudantes e familiares.
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Há mais de uma semana, os moradores da região do Rio das Pedras e das demais áreas do entorno desta favela em Jacarepaguá vivem sobressaltados com os sucessivos confrontos diários entre quadrilhas de traficantes e de milicianos pelo controle de uma das maiores favelas da cidade. O confronto desnuda toda a incompetência da prefeitura do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Educação para garantir a segurança das comunidades escolares e as pressões sofridas pelas direções das escolas para manterem suas unidades abertas mesmo com risco de vida real para professores funcionários e crianças.

A Regional VI do Sepe tem recebido uma série de denúncias e apelos desesperados de profissionais de educação e de membros de comunidades escolares da região, relatando que as crianças não conseguem chegar às escolas por causa das ameaças de tiroteio entre os bandos e das operações policiais enviadas para tentar, em vão, conter os conflitos.

Os profissionais de educação reclamam da falta de um protocolo mais específico da Secretaria Municipal de Educação (SME RJ) a respeito do fechamento das unidades escolares em caso de ocorrência de confrontos entre bandidos ou de operações policiais que envolvam tiroteios.

O clima de terror faz com que moradores, profissionais e alunos das escolas vivam sem saber quando vai acontecer o próximo confronto, seja com traficantes e milicianos ou das operações policiais numa vã tentativa de controlar a situação.

Com isso, o prejuízo pedagógico para os alunos não conseguem chegar nas escolas e, quando chegam, têm o dia a dia prejudicado pelos tiroteios e constantes ameaças de invasão. Os profissionais destas unidades localizadas nestes locais ficam sem saber o que fazer em meio às ordens desencontradas partidas da prefeitura, SME ou das CREs, que não definem o protocolo de fechamento por causa dos riscos e, pior ainda, ficam pressionando as direções a manterem as portas abertas utilizando a vida da categoria e das crianças de forma política e eleitoreira.

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As polícias Civil e Militar entraram no Complexo da Maré desde o início desta madrugada, em mais uma operação contra facções locais que comandam o tráfico de drogas. A polícia visa cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão e, desde cedo, os moradores foram acordados com tiros e barulho de helicópteros sobrevoando o local.

Por conta desta ação policial, cerca de 41 escolas municipais e estaduais permanecem fechadas e unidades de saúde e outros serviços públicos também permanecem fechado.

O Sepe lamenta que, mais uma vez, os moradores destas áreas consideradas de risco sejam prejudicados em seu cotidianos e impedidos de trabalhar e de estudar por conta destas verdadeiras operações de guerra movidas pelas autoridades de segurança que, apesar do aparato bélico e do número de agentes empregados, não conseguem resolver a situação de insegurança de centenas de milhares de moradores que residem em favelas e bairros da periferia.

O sindicato expressa toda a solidariedade da categoria aos profissionais de educação e demais membros destas comunidades escolares submetidas à violência e ao confrontos entre as autoridades que deveriam protegê-los e os membros das facções criminosas que, ano após ano, mantém o domínio em várias áreas da cidade do Rio de Janeiro.

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O Sepe lastima a morte de dois alunos em uma escola estadual de Sobral, no Ceará, nesta quinta-feira (25). Segundo a imprensa, os tiros foram feitos por pessoas que estavam do lado de fora da Escola Estadual Professor Luiz Felipe.

Outros três adolescentes foram feridos pelos disparos, mas fora da escola.

O sindicato se solidariza com a família e amigos dos estudantes mortos e deseja um pronto reestabelecimento das pessoas feridas.

Infelizmente, a violência no entorno das escolas em todo o país vem se tornando algo rotineiro, atingindo toda a comunidade escolar.

A implementação de uma política de segurança unificada e inteligente, em nível nacional, e que leve em consideração principalmente a vida das pessoas é urgente. Como também é urgente que a sociedade se mobilize para que o país tenha justiça social e uma melhor divisão de renda – o Brasil, mesmo sendo uma das principais economias do mundo, também é a nação mais socialmente desigual, uma das causas de toda essa violência, principalmente junto às comunidades carentes.

Dessa forma, o Sepe se coloca ao lado da comunidade escolar da escola de Sobral, nesse triste momento.

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Os principais veículos de comunicação noticiaram ontem (24), que um grupo de supostos traficantes em fuga invadiu pela manhã a Creche Municipal Acalanto, no Morro do Juramento, Zona Norte da Capital, durante uma operação da Polícia Militar.

Segundo os relatos de testemunhas, eles invadiram e se esconderam nos fundos da unidade escolar em funcionamento antes da entrada dos policiais no local. Embora não tenha terminado com feridos, uma janela da creche foi atingida por um tiro, enquanto alunos eram transferidos para outra sala em meio ao pânico das crianças e dos profissionais de educação da rede municipal do Rio.

Segundo o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, o protocolo do Acesso mais Seguro foi seguido pela unidade. Mas o Sepe contesta a SME, já que o protocolo tem se mostrado ineficaz e tem regras que não são claras sobre abertura e fechamento de escolas em dias de operação policial. Não é a primeira vez que acontece de profissionais e alunos ficarem encurralados em unidades escolares em meio ao fogo cruzado, por que a SME e as CREs pressionam as direções para que elas abram as escolas. Ferreirinha tem que abrir um novo diálogo com a categoria e com as comunidades escolares para traçar novas diretrizes que possam garantir a segurança de todos no ambiente escolar nas áreas conflagradas ou sujeitas a operações policiais.

“Gratificação faroeste” pode piorar risco das escolas em áreas conflagradas

O Sepe alerta que, em razão da aprovação do novo pacote de segurança do governador Cláudio Castro na Alerj, que reintroduz a nefasta gratificação faroeste para os policiais que apreendam armamento pesado e “neutralizem criminosos”, o número de operações em áreas consideradas de risco podem aumentar exponencialmente e assim ameaçar a vida dos alunos e profissionais das escolas dentro e no entorno destes locais. O sindicato lembra que, de 1995 a 1998, anos em que vigorou a gratificação no governo Marcello Alencar, o número de operações teve um crescimento alarmante e também o número de vítimas, baleadas e mortas nos chamados “autos de resistência”.

O governador Cláudio Castro e o prefeito Eduardo Paes têm que garantir a segurança e não incentivar ações que levem ao aumento da morte indiscriminada dos cidadãos da cidade e do estado do Rio de Janeiro. Em 2025, entre 5 de fevereiro e 15 de setembro, 508 unidades escolares foram obrigadas a suspender as atividades ao menos uma vez, seja para não abrir, atrasar o início ou antecipar o fim das aulas por causa do risco de tiroteio. Ao todo, cerca de 170 mil alunos foram afetados. Os dados são da Secretaria Municipal de Educação.

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O Sepe, mais uma vez, vem a público manifestar o repúdio dos profissionais de educação das redes públicas do estado do Rio de Janeiro contra a forma como são organizadas operações policiais em favelas ou bairros da periferia, colocando em risco a vida dos moradores, profissionais e alunos que trabalham em escolas estaduais ou municipais localizadas no entorno. Ontem, dia 04 de setembro, de novo alunos de escolas públicas tiveram que se abrigar dentro das unidades escolares para se proteger das balas perdidas durante um confronto na Vila Aliança, que resultou na morte de seis pessoas durante o cerco a uma residência com reféns.

Ontem a imagem que viralizou nas redes e nas manchetes dos principais veículos de comunicação foi a de crianças agachadas no corredor de uma creche municipal para se abrigar durante o tiroteio. Mas a imagem de um carro com uma placa  na janela com os dizeres “Professor” duas vezes, no qual uma professora desesperada tentava passar no meio do conflito, mostra o quanto é desesperadora a situação de moradores e educadores que são obrigados a vivenciar quase que diariamente o terror provocado por operações policiais mal planejadas, quase sempre durante o horário de aulas nas escolas localizadas nestas áreas de risco.

Como profissionais de educação, não podemos admitir que as forças de segurança do estado coloquem a vida de inocentes em risco ao realizarem estas verdadeiras operações de guerra, com utilização de armamentos pesados, carros blindados e sobrevoo de helicópteros. Os números de mortos e feridos, muitas vezes, inocentes, dão uma noção da violência com que tais ações são realizadas e o caos que elas provocam. Como se não bastasse o medo e os riscos para a população trabalhadora, os moradores ainda sofrem com a suspensão de serviços essenciais para a população trabalhadora, como o sistema de transporte, postos de saúde, serviços de eletricidade e o funcionamento das escolas locais.

Durante a operação de ontem, relatos nas redes sociais mostram o desespero dos responsáveis, com a dificuldade para retirarem os filhos nas escolas, já que o conflito foi iniciado após o horário da entrada do turno da manhã.

O Sepe se coloca ao lado dos moradores destas comunidades e profissionais que ali atuam, no sentido de que o governo estadual cesse com tais operações que, na maioria das vezes, vitimiza a população negra e favelada e muito pouco contribuem para aplacar as mazelas da criminalidade nestes locais.

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A educação pública no município do Rio de Janeiro iniciou a semana nesta segunda-feira, dia 19, em bairros distintos da cidade, com o grave e recorrente problema da violência obrigando o fechamento de escolas e creches.

Na Cidade de Deus, criminosos reagiram a uma operação da polícia e mataram um policial. A operação causou o fechamento de escolas municipais e de uma estadual. As TVs mostraram imagens de alunos e professores desesperados, tentando se abrigar dos tiroteios em corredores e salas. Todas as aulas foram suspensas na Cidade de Deus.

Do outro lado da cidade, no Bairro de Santa Teresa, na região central, também em meio a uma operação policial, houve tiroteio e um tiro atingiu a Creche Municipal Direitos Humanos.

O Sepe lamenta a morte do agente de segurança na Cidade de Deus. O sindicato também manifesta o seu repúdio a essas operações das forças de segurança no município do Rio de Janeiro, ainda mais por serem próximas a escolas em horário de entrada das crianças.

O sindicato vem, há décadas, denunciando essa política de segurança que, sai governo entra governo, continua a mesma: que privilegia o confronto em detrimento do uso da Inteligência, com violência desproporcional nas favelas e áreas pobres, colocando em risco a própria segurança da população.

Pela segurança de crianças, moradores e profissionais da Educação. Parem o extermínio do povo negro e periférico.

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Nós, do SEPE, compreendemos que a violência nas escolas é um tema muito amplo, porque as unidades sofrem, produzem e reproduzem várias formas de violência.

No Conselho Municipal de Educação (CME) desta terça-feira, 25/07, será discutido especificamente o Programa Acesso Mais Seguro, que é voltado para as situações ligadas a conflitos com tiroteios no entorno das unidades. Nesta data será feita uma apresentação do programa para o público presente no CME e através do YouTube.

Com esta nota, queremos entender o que avançou desde a audiência em que a Secretaria Municipal de Educação RJ (SME RJ) apresentou este mesmo programa para o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe RJ), no dia 05 de maio. Na ocasião, fizemos a crítica ao “botão do pânico”, mecanismo anunciado por várias redes, que, em nossa compreensão, não dava conta de acalmar e orientar, mas justamente causava ansiedade e temor. Aí é criado um aplicativo com alternativas de informações rápidas e precisas.

Mas quem conhece esse aplicativo? Quantas unidades estão usando? Quantos profissionais já deixaram de ser expostos a violência de estado graças a ele?

Levantamos ainda, a questão do desamparo emocional da comunidade. A SME apresenta o PROINAP, o NIAP, o PSE, mas não sabemos o número de profissionais atuando nos projetos e ou recebendo treinamento e atendimento nos mesmos, nem tampouco quantos já adoeceram em virtude dessa exposição ou até falta de informação por vezes fruto de gestões que não prezam pela democracia e se importam tão somente em manter as escolas abertas.

Na reunião de maio, criticamos a ausência de orientação aos profissionais. O governo municipal, através da SME, anunciou uma formação para o Agente Educador II. E também citou reuniões de formação com os conselhos Escola Comunidade (CECs). Mas não foi informado em que horário os profissionais fariam a formação, ou mesmo como seriam selecionados para tal.

Enfim muitas perguntas que ainda pairam no ar, que continuam precisando de resposta.

Muitos profissionais seguem adoecendo mentalmente por se expor ao risco em dias de conflitos nas áreas conflagradas e, por vezes, nunca ouviram falar desse projeto – mais uma vez o problema da falta de gestão democrática. A “fábrica de escolas” não pode fechar as portas e salvar vidas, não se pode pensar um currículo vivo que crie outras estratégias para dias de conflitos que não seja a imposição de abrir a escola mesmo debaixo de tiros, com profissionais e alunos sendo alvejados de todos os lados.

Compreendemos que as instituições responsáveis pela segurança pública fazem seu trabalho, sistematicamente, colocando a população pobre e negra sob risco de vida. Isso está ficando cada vez mais naturalizado. A política de segurança pública do governo estadual precisa ser questionada pela sociedade, pela prefeitura, pelas entidades, pelos movimentos sociais, por nós, pelo governo federal, caso contrário todas as medidas adotadas serão somente para “enxugar gelo”.

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