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Mudanças à vista: SEEDUC exonerou dezenas de servidores ontem (27/1)
28 de janeiro de 2026
Num processo que se anuncia como a provável saída da atual secretária de Educação, Roberta Barreto, o Diário Oficial do Estado publicou ontem (27) 23 exonerações de cargos de comissão na Subsecretaria de Gestão e Ensino. Segundo a imprensa, a saída desses assessores ocorre em meio a uma disputa pelo comando do órgão, já que o governador Cláudio Castro estaria preparando a troca da atual secretária, que foi indicada pelo ex-presidente da ALERJ, deputado Rodrigo Bacellar (União), rompido com o governador desde o ano passado e afastado do cargo por decisão do STF por suspeita de vazamento de informações sobre operações policiais no caso da prisão do ex-deputado TH Jóias.
As atuais demissões não atingem o primeiro escalão da SEEDUC, mas dizem muito no tocante ao processo em curso de substituição de Roberta Barreto por uma nova gestora, o que é negado pela titular da pasta. Segundo o Jornal O Globo, em reportagem publicada hoje (28), os aliados do governador defendem a nomeação de Luciana Martins Calaça, atual presidente da Fundação Leão XIII para assumir a pasta da Educação: ela faria parte do partido de Castro, o PL.
O Sepe tem acompanhado a movimentação em torno da possível substituição da atual secretária. Roberta Barreto marcou sua gestão à frente da pasta por uma sucessão de escândalos envolvendo questionamentos do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado sobre processos de compra de materiais e equipamentos com dispensa de licitação. Um destes casos foi a compra de livros paradidáticos para as escolas estaduais ao custo de centenas milhões de reais com preços superfaturados.
Outro caso, entre outros, que também ganhou as páginas dos jornais foi o dos gastos com o aluguel da nova sede da Secretaria, no Bairro do Estácio, a um custo de R$ 500 mil mensais, também feito sem licitação ou tomada de preços e questionado pelo TCE.
Para o sindicato, não é admissível que o governo do estado, que já não faz nada pela educação estadual e nem pela valorização dos profissionais que trabalham na rede do estado, coloque a troca de comando da SEEDUC na cesta das inúmeras barganhas políticas envolvendo as eleições gerais que serão realizadas em outubro deste ano.
