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Nota de solidariedade do Sepe às vítimas das enchentes em Minas Gerais
2 de março de 2026
O Sepe vem a público expressar a solidariedade dos profissionais de educação das escolas públicas do Rio de Janeiro para com as vítimas das recentes chuvas, que atingiram as cidades da chamada Região da Mata em Minas Gerais no final de fevereiro e mataram 66 pessoas.
O balanço trágico de fatalidades e o grande número de moradores que ficaram desabrigados em cidades como Juiz de Fora, Ubá, Matias Barbosa e Cataguases é uma prova cabal da necessidade urgente dos governos das três esferas de poder (federal, estaduais e municipais) criarem mecanismos para enfrentar as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global: em algumas destas cidades, a quantidade de chuva que caiu em poucas horas, mais de 180 mm, superou a média para o mês inteiro de fevereiro, o que mostra um padrão de aumento do número de eventos deste tipo não só em Minas Gerais, como em outras regiões do país e do mundo, o que torna necessário que os governos montem estratégias visando a prevenção de danos e salvação da vida das pessoas.
O sindicato se coloca ao lado das famílias das vítimas das enchentes e repudia a falta de medidas concretas para evitar que, todos os anos, catástrofes como essa ocorram em todo o país. O caso de Minas é um exemplo para provar o descaso do poder público: na semana passada, a imprensa revelou que o governador Romeu Zema (Novo) gastou somente 4% das verbas destinadas ao combate e à prevenção de enchentes no estado no ano passado. Tal atitude demonstra, além do negacionismo que marca o pensamento destes políticos de extrema direita e conservadores em geral, a falta de escuta para com os alertas dos cientistas sobre as mudanças no clima em nível mundial e o perigo representado pelo fenômeno. Um total descaso no trato da população que vive em áreas de risco, exposta em curtíssimo espaço de tempo a perder a vida ou o patrimônio amealhado ao longo de toda uma existência de trabalho duro.
