destaque-home, Estadual, Todas

Perseguição política continua e Cabrera tem demissão efetivada na SEEDUC

O Sepe repudia com veemência a atitude da SEEDUC RJ, através da sua Regional Metropolitana VI que, apesar das negociações em andamento e de um recurso administrativo ainda não apreciado, consolidaram ontem (18), de forma abrupta e arbitrária, a efetivação no sistema do órgão da demissão do professor de Sociologia do Colégio Estadual André Maurois, João Paulo Cabrera, e a subsequente substituição do mesmo por outra profissional em sala de aula, sem qualquer aviso prévio e sem o esgotamento das negociações e recursos.

O Sepe chama a atenção para tal tipo de procedimento por parte da Secretaria, o que, a nosso ver, confirma a perseguição política que vem sendo efetuada contra o professor Cabera, com o não cumprimento dos mecanismos legais que garantem o direito do servidor à defesa dos seus direitos. Lembramos ainda que, de todos os servidores envolvidos e penalizados no processo que culminou na demissão do professor, só este último teve a pena aplicada e consumada agora com a efetivação do seus afastamento e imediata substituição.

A luta pela permanência de Cabrera e a não punição do grupo profissionais envolvidos no processo administrativo da Corregedoria militarizada da SEEDUC e o devido respeito à democracia e aos direitos dos mesmos começou no dia 11 de agosto deste ano, quando foi publicada no Diário Oficial do Estado a demissão de João Paulo Cabrera, cartunista e professor de sociologia do Colégio Estadual André Maurois, junto com suspensões de outros profissionais arrolados no PAD, como a da professora Andrea Cassa. A demissão foi o desfecho de uma perseguição política, que não respeitou o devido direito de defesa nem os trâmites processuais.

À época, o Sepe, junto com mais de uma centena de entidades, repudiou a demissão e perseguições. Ao mesmo tempo, foram apresentados recursos contra a decisão contida no processo e se buscou diálogo com a Seeduc: em audiência no dia 17 de setembro, a direção do sindicato levou a questão para discussão com o órgão e exigiu a reversão das punições e fim das perseguições. Neste dia, foi até marcada uma audiência sobre o tema para o dia 10 de outubro. Infelizmente, nesta quinta, 18 de setembro, Cabrera recebeu a notícia do afastamento de sala de aula, sendo substituído sem sequer ter seu recurso analisado.

Não aceitaremos esta perseguição contra profissionais de educação, punidos por que lutam em defesas da educação pública de qualidade. Por isso, na segunda-feira, 22/09, às 12h, haverá ato público em frente ao C.E. André Maurois (Leblon), exigindo que o governo revogue a decisão, reintegre o professor e anule as suspensões. O educador tem sido voz permanente na denúncia da perseguição na rede estadual de ensino, do aumento das sindicâncias e de militares na corregedoria da SEEDUC-RJ. Cabrera fica!

Assine a petição eletrônica contra a perseguição nas escolas
change.org/perseguicoeseducacaorj

 

LEIA MAIS: