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Pesquisa Vox Populi comprova reconhecimento dos sindicatos pelos trabalhadores brasileiros
23 de fevereiro de 2026
O Instituto Vox Populi anunciou o resultado de uma pesquisa nacional, mostrando que os sindicatos continuam sendo vistos como instrumentos centrais na defesa dos direitos dos trabalhadores no Brasil. Segundo o Vox Populi, 68% dos trabalhadores consideram os sindicatos como importantes ou muito para garantir melhores condições de trabalho e para proteger conquistas das categorias.
O estudo integra a pesquisa “O Trabalho e o Brasil”, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Fundação Perseu Abramo, com apoio técnico do Dieese e do Fórum das Centrais Sindicais. Ao todo, foram ouvidos 3.850 trabalhadores de diferentes perfis, incluindo empregados com e sem carteira assinada, servidores públicos, autônomos, trabalhadores por aplicativo, desempregados e aposentados.
Entre os principais papéis atribuídos aos sindicatos pelos entrevistados estão: a melhoria de salários e condições de trabalho; defesa de direitos; melhoria das condições de vida; e a mediação entre trabalhadores e empresas.
Estes dados indicam que, apesar das transformações no mundo do trabalho e da queda nas taxas de sindicalização nos últimos anos, a percepção social sobre a relevância das entidades permanece positiva.
A pesquisa também mostrou que 14,6% dos entrevistados afirmam que, com certeza, se filiariam a um sindicato e 35,9% consideram possível filiar-se a uma entidade. Entre os autônomos e os empreendedores, 49,6% defendem ter um sindicato próprio, ainda que a legislação brasileira limite a organização sindical a categorias formais e profissionais liberais.
Os dados da pesquisa do Vox Populi se apresentam num momento em que temos assistido a uma série de investidas de políticos ligados aos partidos conservadores e de extrema direita contra os direitos dos trabalhadores em diversos países do mundo. Agora mesmo, tivemos o exemplo do perigo destes ataques com a aprovação da Reforma Trabalhista na Argentina, aprovada pelos deputados e senadores que ataca e destrói uma série de direitos conquistados ao longo dos anos com muita luta, propondo uma série de mudanças na leis, tais como: flexibilização das férias, limitação de greves em serviços essenciais, jornadas que podem chegar a 12 horas diárias sem hora extra, fim de multas por falta de registro, entre outros absurdos.
Aqui no Brasil, temos a tramitação do projeto de Reforma Administrativa que ataca os direitos dos servidores públicos e abre as portas para a privatização dos serviços públicos no país. No Rio de Janeiro, os governos estadual e municipais também investem presado para dificultar a vida dos profissionais de educação das redes estadual e municipais.
Por isso, os sindicatos continuam sendo uma ferramenta de importância fundamental para organizar a luta e mobilizar as categorias nos setores público e privado contra os avanços do neoliberalismo e da extrema direita e suas políticas de terra arrasada contra os direitos dos trabalhadores, tanto do serviço público como da iniciativa privada.
