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Profissionais de Escola Municipal farão paralisação para denunciar na 3ª CRE o abandono e agravamento da situação de violência na unidade
29 de setembro de 2026
Os profissionais da Escola Municipal Francisco Jobim (Rua Adriano 310, Todos os Santos) farão uma paralisação no dia 30 de setembro (quarta-feira) para protestar contra a violência, o abandono e a falta de profissionais na unidade escolar. Neste dia, os professores e funcionários irão até a Coordenadoria Regional de Educação (3ª CRE), às 11h30m para denunciar os problemas da EM Francisco Jobim e exigir do órgão e da prefeitura melhores condições de trabalho.
A comunidade escolar tem denunciado o agravamento da violência no cotidiano escolar e a falta de agentes educadores na escola, que poderiam minorar o problema. Mesmo acionadas pelos profissionais a prefeitura e a 3ª CRE não apresentaram respostas efetivas até o presente momento.
Para os profissionais, a situação da escola da rede municipal do Rio de Janeiro chegou a um limite insustentável. Os professores e funcionários denunciam o agravamento dos episódios de violência e a ausência de uma política efetiva da Prefeitura para enfrentar os conflitos que vêm comprometendo o funcionamento da EM Francisco Jobim e colocando em risco a vida de estudantes e trabalhadores.
Dentre as denúncias sobre o cotidiano da violência, os xingamentos, ameaças, agressões, brigas entre estudantes, saídas constantes de sala de aula e enfrentamento aos profissionais que atuam na escola são uma constante.
O resultado disto é que, em determinadas turmas, poucos estudantes consigam efetivamente permanecer em sala e participar das atividades.
A unidade enfrenta também uma grave insuficiência de profissionais. O número de agentes educadores é absolutamente insuficiente para atender às demandas da escola. Hoje, há apenas um profissional efetivamente disponível para acompanhar e organizar os estudantes.
Segundo os profissionais, a equipe da escola já tentou fazer a sua parte, realizando diferentes ações para enfrentar a situação: projetos pedagógicos, intervenções educativas, registros de ocorrências, reuniões com responsáveis, encaminhamentos à rede de proteção e diversas outras iniciativas.
No ano passado, a própria comunidade escolar já havia procurado a Coordenadoria Regional de Educação e apresentado formalmente as dificuldades enfrentadas pela unidade, depois de sucessivas tentativas de diálogo.
Mesmo assim, os problemas permanecem e vêm se agravando.