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Reportagem do Globo denunciou problemas no funcionamento das escolas afetadas pelo roubo de cabos de energia elétrica

O Jornal O Globo publica matéria hoje, dia 14 de setembro, sobre os prejuízos causados pelo roubo de cabos e fios nas escolas da rede estadual. O crime provoca a interrupção das aulas em muitas unidades ou faz com que elas funcionem de forma precária, com alunos tendo que recorrer às lanternas dos celulares para enxergar o quadro. Segundo a reportagem, que utiliza personagens para narrar os artifícios que as unidades escolares estaduais têm que utilizar para se manter em funcionamento e os prejuízos pedagógicos causados pelo problema, que se tornou recorrente em todo o estado.

A direção do Sepe Caxias participou da reportagem, denunciando os problemas enfrentados por escolas estaduais localizadas naquele município.

O jornal apresentou um levantamento, no qual pelo menos 109 escolas do estado ficaram sem energia elétrica neste ano por causa de furtos de cabos. Segundo o Globo, algumas delas enfrentaram períodos de até dez meses sem luz, sem que a SEEDUC ou o governo estadual tomassem providência efetivas para substituir o material roubado e normalizassem o funcionamento destas escolas.

O jornal lembrou que a aproximação das eleições torna o problema ainda mais grave e urgente, já que muitas seções eleitorais funcionam em prédios de escolas públicas estaduais. O jornal assinala que o efeito dos furtos se agravou nos últimos meses e já se enraizaram na rotina escolar: a falta de energia compromete não somente a iluminação, mas também o tempo das aulas, projetos pedagógicos, merenda e outras atividades essenciais nestas escolas afetadas.

O Ciep 168, Ilda Silveira Rodrigues, em Nova Iguaçu e o Ciep 498, Irmã Dulce, em Itaguaí foram apresentados como exemplos dos problemas causados pelo furto dos cabos elétricos. No primeiro, os estudantes que permaneciam em tempo integral entravam às 7h e saíam às 16h30 e tiveram o horário de aulas reduzido por causa da falta de iluminação e deixam a escola às 11h30; projetos que dependem da tecnologia foram interrompidos e o ensino noturno foi transferido para o modo remoto. A Unidade também deixou se oferecer almoço, já que a cozinha não pode armazenar os alimentos por falta de energia elétrica para a geladeira.

No Irmã Dulce, que ficou cerca de dez meses sem energia, o roubo aconteceu em 2025, mas a escola conseguiu um gerador para encerrar aquele ano letivo. Quando o período letivo de 2026 começou a escola voltou a ficar sem luz.

Um ponto importante destacado pela reportagem é a questão da perda nutricional para os alunos. Segundo o Globo, na maioria das escolas que funcionam com problemas de energia elétrica, as refeições estão sendo substituídas pela chamada “merenda fria emergencial”. Em junho deste ano, uma equipe do Conselho Estadual de Alimentação Escolar foi até o Ciep 336, em Campo Grande, na Zona Oeste e constatou que a unidade tinha apenas iluminação básica, insuficiente para manter geladeiras e freezers em funcionamento. Um documento da Superintendência de Gestão das Regionais Administrativas da SEEDUC alertou que a supressão de refeições quentes acarreta perdas nutricionais severas, devido à ausência de proteínas, leguminosas e hortaliças no cardápio das escolas afetadas.

Ainda segundo o jornal, das 109 escolas estaduais afetadas pelas ações criminosas, mais da metade está na Baixada Fluminense. Segundo os dados da Seeduc, mais de 60 casos foram registrados na região, concentrados principalmente em Nova Iguaçu, com 21 escolas atingidas; Duque de Caxias, com 17; e Belford Roxo, com 10. São Gonçalo também aparece na lista com um número elevado de unidades afetadas: 13 escolas, enquanto a capital soma 12.

O Sepe tem acompanhado o problema e auxiliado as escolas, com denúncias e manifestações exigindo da SEEDUC providências para que as unidades sejam reparadas e voltem a oferecer uma educação de qualidade para o conjunto dos alunos e profissionais afetados pela falta de energia elétrica.

A reportagem lembra ainda que o problema não atinge só as escolas estaduais. Na capital, 40 escolas da rede municipal RJ notificaram, nos oito primeiros meses do ano, episódios de furto ou roubo, com danos à rede elétrica e impactos no funcionamento das unidades.

Veja a matéria completa no site do Jornal O Globo pelo link abaixo:

https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/09/14/furto-de-cabos-deixa-109-escolas-estaduais-do-rio-sem-luz-algumas-ficaram-ate-dez-meses-no-escuro.ghtml

 

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