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CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS E À POPULAÇÃO DO  ESTADO DO RIO DE JANEIRO

POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA, DEMOCRÁTICA, INCLUSIVA E VALORIZADA: DIREITO DO POVO, DEVER DO ESTADO!

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) apresenta aos candidatos ao governo e ao parlamento e, também,  à população do  Estado do Rio de Janeiro, esta carta aberta na qual trazemos os principais desafios para que a educação pública seja de qualidade e para todos em nosso estado.

A rede estadual enfrenta problemas históricos de desvalorização profissional. Hoje, recebemos o pior salário do país. Tal defasagem salarial se alia a outros problemas, tais como: carência de profissionais nas escolas devido à falta de concursos públicos; condições precárias de funcionamento das unidades escolares; currículo escolar precarizado e inadequado; insuficiência de políticas de inclusão, entre outros.

Também lembramos da existência de um acúmulo de dívidas no financiamento da educação da ordem de mais de R$ 20 bilhões, causado pelo descumprimento da Lei 12.858/2013, que garante 75% dos royalties do petróleo para financiar a educação pública. Superar esse quadro exige compromissos concretos, com recursos, prazos e participação dos profissionais da educação.

Para superar tal situação, o SEPE-RJ propõe:

1. PISO DO MAGISTÉRIO E VALORIZAÇÃO DA CARREIRA

> Cumprimento integral do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério, aplicado sobre a carreira estadual, respeitando níveis, referências, progressões e demais direitos do Plano de Carreira.

> Recomposição das perdas salariais dos profissionais da educação e o respeito à jornada de trabalho, incluindo o 1/3 de carga horária destinado às atividades extraclasse;

> Manutenção da hora-aula, conforme prevista na lei 11.738/2008;

2. VALORIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS

> Valorização salarial e profissional dos funcionários técnico-administrativos da educação, com reajuste salarial, reestruturação das carreiras, formação continuada, condições dignas de trabalho e cumprimento da legislação referente à valorização dos profissionais da educação.

3. MIGRAÇÕES E REGULARIZAÇÃO FUNCIONAL

Resolução definitiva das situações funcionais da rede estadual, com a garantia de:
• migração dos professores Docentes I e II, sem perda salarial ou de direitos;
• migração dos ex-funcionários da FAEP para o quadro da FAETEC, com preservação dos direitos adquiridos, tempo de serviço e isonomia;
• regularização funcional dos Animadores Culturais, assegurando seus direitos e valorização profissional.

4. CONCURSO PÚBLICO E FIM DA PRECARIZAÇÃO

> Concursos públicos para todas as áreas da educação que apresentem déficit de profissionais, com convocação dos aprovados conforme a necessidade da rede.

> O concurso público deve ser a regra de ingresso e recomposição dos quadros, combatendo a terceirização, os contratos precários e a substituição de servidores efetivos por trabalhadores precarizados.

5. EDUCAÇÃO INCLUSIVA

> Educação inclusiva como política permanente de Estado, garantindo profissionais em número suficiente, formação continuada, atendimento educacional especializado, profissionais de apoio quando necessários e acessibilidade arquitetônica, pedagógica, comunicacional e tecnológica.

> Estabelecer metas, indicadores, orçamento e cronograma para a implementação de uma política estadual de educação inclusiva, construída com participação dos profissionais, estudantes e famílias.

6. REFORMA E QUALIFICAÇÃO DAS ESCOLAS

> Programa permanente de reforma, recuperação e manutenção das unidades escolares, garantindo condições adequadas de segurança, acessibilidade, climatização, instalações elétricas e hidráulicas, bibliotecas, laboratórios, quadras, cozinhas, equipamentos, mobiliário e acesso à internet.

A situação estrutural de cada escola deverá ser objeto de diagnóstico e acompanhamento público.

7. GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPAÇÃO

> Gestão democrática da educação, assegurando a participação dos profissionais, estudantes, famílias e comunidades escolares na formulação e acompanhamento das políticas educacionais.

O Governo deverá manter mesa permanente de negociação com o SEPE-RJ, garantindo diálogo institucional sobre salários, carreira, condições de trabalho e políticas educacionais.

8. DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

Comprometimento com a defesa da educação pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada, priorizando o investimento público na rede estadual e combatendo a privatização, a terceirização indiscriminada, a mercantilização e a militarização das escolas.

9. APOSENTADORIA

>Respeitar o Rioprevidência garantindo sua saúde e o pagamento em dia de aposentados e pensionistas com paridade, integralidade e sem politica de abonos. Devolução do dinheiro do fundo desviado ao banco Master e outras aplicações espúrias.

10. COMPROMISSO COM RECURSOS, METAS E PRAZOS
>Que essas proposições se transformem em compromissos e políticas de governo, com previsão orçamentária, metas, cronograma de implementação e mecanismos de acompanhamento público.

 

COMPROMISSO PÚBLICO

Anunciamos proposições para superação da atual situação da educação pública em nosso estado. Candidatos que se comprometem com essa luta devem fazer dessa carta aberta sua plataforma de campanha para a educação. E convocamos a   população a estar junto conosco nessa luta, votando em candidatos que defendem essa pauta.


Baixe e imprima a versão da carta em PDF (A4)

Para assinaturas de candidatos(as):
Enviar e-mail para secretaria@seperj.org.br

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A participação dos aposentados e pensionistas nas eleições gerais de outubro valerá como prova de vida para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O comparecimento às urnas será uma das informações utilizadas para confirmar que o beneficiário está vivo, portanto o beneficiário não precisará fazer a prova de vida anual se for votar.

A garantia foi dada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Segundo o ministro, a Prova de Vida pode se dar, entre outras formas, por meio co comparecimento eleitoral para votação nas eleições. Dessa forma, quem comparecer para votar já terá a sua prova de vida realizada, já que o INSS recebe esses dados do sistema do TSE e já computa como prova de vida.

A Prova de Vida é um procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

No caso de comparecimento para votação, o Ministério da Previdência Social explica que a verificação ocorrerá de forma automática, a partir do cruzamento dos dados da Justiça Eleitoral com a base de informações do INSS. A medida já havia sido adotada nas eleições de 2022.

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Com vistas a coibir as pressões e o assédio nos locais de trabalho por causa do período eleitoral, o Sepe RJ está montando uma campanha contra o assédio eleitoral nas escolas para garantir a democracia e o direito de todo cidadão ao voto livre de intimidações e pressões da parte dos candidatos.

Intitulada “Diga não ao assédio eleitoral”, a campanha está sendo montada pelo sindicato e será levada para todas as escolas das redes públicas do estado e municipais. Ao lado da campanha, o Sepe também determinou que o seu Departamento Jurídico entrasse com uma representação no Ministério Público eleitoral para que o órgão atue no sentido de coibir as pressões sobre os profissionais de educação da rede municipal RJ em favor de determinadas candidaturas.

Na representação enviada ao MPE, o sindicato lembra a importância de combater e denunciar o assédio eleitoral no ambiente de trabalho, garantindo que os direitos democráticos de todos os profissionais sejam plenamente respeitados e que os locais de trabalho possam funcionar livres das pressões sobre a categoria para favorecimento de candidaturas.

Veja abaixo, algumas das recomendações do sindicato para que a categoria denuncie os abusos e o assédio eleitoral no seu ambiente de trabalho:​

– ​O que é: O assédio eleitoral acontece quando os trabalhadores são pressionados, constrangidos ou ameaçados para apoiar candidatos, participar de campanhas ou manifestar posições políticas no local de trabalho.

– Você NÃO é obrigado a: Participar de atos de campanha, divulgar candidatos em suas redes sociais, declarar em quem pretende votar ou apoiar qualquer candidatura por pressão de seus superiores.

– ​Estrutura Pública: É terminantemente proibido o uso da estrutura do local de trabalho para fins eleitorais.

​O seu voto é livre e secreto! Qualquer tentativa de utilizar a rede pública para favorecer campanhas eleitorais ou constranger trabalhadores deve ser imediatamente denunciada.

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destaque-home, Municipal, Todas
Na terça-feira, 17/09, às 18h, o Sepe promoverá um debate com as candidaturas para a Prefeitura do Rio de Janeiro, no Club Municipal (Rua Haddock Lobo, 359 – Tijuca), no auditório do 4º andar.

Será um momento para conhecer as propostas e ideias dos(as) candidatos(as) e também conhecer quais delas assinam a carta-compromisso com a Educação municipal, produzida pelo Sepe. Todas as candidaturas foram convidadas.

O Sepe preparou a carta-compromisso da rede municipal de educação que será entregue a todos os candidatos, para que se comprometam com as reivindicações da nossa classe – leia a seguir o texto.

Participe!


CARTA-COMPROMISSO PARA AS CANDIDATURAS À PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) apresenta aos candidatos à prefeitura do Rio nesta eleição de 2024 sua carta-compromisso em Defesa da Educação Pública de Qualidade para que todos tomem ciência das nossas reivindicações e assinem o documento como um compromisso de que irão investir para a melhoria da Educação Pública Municipal do Rio de Janeiro.

Nas eleições, a educação é sempre colocada como prioridade pelos candidatos. Promessas de valorização dos profissionais e de melhoria nas condições de trabalho são sempre apontadas como soluções para a mazela do nosso sistema educacional. No entanto, a realidade dos profissionais e das escolas da rede municipal do Rio de Janeiro se apresenta a cada dia mais difícil e governo após governo elas só parecem piorar, sem que nada seja feito para solucionar a falta de uma educação pública, gratuita e de qualidade para a população trabalhadora da Capital.

Os profissionais de educação há anos vêm sofrendo com um arrocho salarial, recebendo salários que não permitem uma vida condigna com o papel de educadores, responsável pelo funcionamento de 1.544 unidades, que atendem mais de 650 mil estudantes.  Segundo o Dieese, os salários da educação referentes a 31/05/2024 já perderam quase 20% do poder aquisitivo que tinham em 01/03/2019.

Como se não bastassem os baixos salários, a categoria convive com más condições de trabalho, com escolas sem climatização ou com os aparelhos funcionando de forma precária por falta de instalações elétricas em bom estado, além de unidades necessitando de equipamentos e de reformas em sua infraestrutura.

A violência no entorno das escolas é um outro fator preocupante, que deixa profissionais e demais membros das comunidades escolares em risco de vida por causa de operações policiais mal planejadas e por falta de cumprimento do protocolo de “Acesso Mais Seguro”, criado pela própria SME, mas descumprido na maioria das situações, como vem ocorrendo na área do Complexo da Maré.

Relacionamos abaixo as nossas principais reivindicações, esperando que elas sejam respeitadas por V.Sa. Sa. Por isso, contamos com o seu compromisso de respeitar as nossas reivindicações e que sejam estabelecidas negociações para o pleno estabelecimento das mesmas logo após a posse.

–

1. Pelo pagamento imediato das perdas salariais;

2. Por um plano de carreira unificado da educação, segundo o PME;

3. Reajuste do auxílio alimentação e do auxílio transporte – garantido a todos os profissionais de educação;

4. Convocação dos concursados no banco, migração e novos concursos públicos de todos os cargos para suprir a carência da rede;

5. Contra a contratação sem concurso público e contra a terceirização;

6. Pelo descongelamento dos triênios e pagamento retroativo ao período (março de 2020 a dezembro de 2021) em que a progressão não foi realizada nos contracheques da categoria;

7. Em defesa do Previ-Rio e da aposentadoria: tirem as mãos da nossa Previdência!

8. Contra a privatização: dinheiro público em escola pública;

9. Contra as operações policiais nos entornos das escolas: “Educador não tem peito de aço: basta de operação policial”;

10. Construção de mais creches e mais escolas para que não haja fila de espera por vagas e menos estudantes por turma para melhoria na qualidade do ensino;

11. Mais verba para educação, investir em equipamentos tecnológicos adequados para o dia a dia das escolas, melhoria na estrutura das salas de aula, com climatização e renovação de mobiliário, criação de salas temáticas de artes, investimentos em laboratórios, em quadras de esporte, e renovação do acervo das salas de leitura;

12. Cozinhas e refeitórios climatizados. Com o aumento da temperatura global, com fortes ondas de calor, as escolas precisam estar preparadas. Manutenção e melhoria das cozinhas.

13. Garantia do direito dos funcionários das escolas, que também são educadores, ao piso nacional dos funcionários, que está em discussão no Congresso Nacional;

14. Compromisso com a campanha dos aposentados “Tirem as mãos da nossa Previdência!”, fim das terceirizações e garantia de reajuste sobre a remuneração básica dos servidores ativos para incidir com paridade sobre os aposentados e, assim, firmar compromisso com a previdência dos servidores públicos, tão atacada e cobiçada em diferentes governos anteriores. Queremos um compromisso com o futuro do conjunto dos servidores no que tange à previdência;

15. Compromisso pela garantia da democracia nas escolas e dos direitos dos professores à liberdade de cátedra e livre expressão de pensamento dentro de sala de aula e repúdio a projetos antidemocráticos como a ideologia do “Escola sem Partido”.


Diretoria do Sepe-RJ



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