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O Sepe RJ se solidariza com a população de Petrópolis, na Região Serrana, em virtude das fortes chuvas que, desde a madrugada de hoje (17), provocam danos e alagamentos nas ruas do Centro do município. O temporal obrigou a prefeitura a suspender as aulas nas escolas da cidade e a deslocar moradores das áreas de risco.

No início da manhã desta quarta-feira, a Defesa Civil municipal emitiu um alerte extremo para riscos de deslizamento em diversas áreas da cidade. Foram registrados mais de 60mm de chuva em apenas uma hora e 150 mm nas últimas 24 horas. Muitas comunidades escolares estão ilhadas e com profissionais e alunos presos sem poder sair.

Em comunicado postado nas redes sociais, o Sepe Petrópolis questionou a prefeitura por ter aberto as escolas na manhã de hoje, mesmo com os alertas meteorológicos sobre os riscos de temporal na cidade e com as fortes chuvas que caem desde o início da madrugada. A prefeitura, mesmo avisada pelos especialistas, não decretou ponto facultativo para esta quarta-feira e só mandou fechar as unidades escolares no início desta manhã, o que resultou em pessoas presas no interior das escolas municipais.

O Sepe recomenda que os profissionais e demais membros das comunidades escolares que já se encontram ilhados, a não se arriscarem e permanecerem nos locais até que as condições de tempo melhorem e a Defesa Civil libere o trânsito nas ruas. O Sepe também alerta para que os profissionais que trabalhem em escolas que funcionam como pontos de apoio em ocasiões de enchentes na cidade para que não arrisquem a vida para se deslocarem para estas unidades, sem o apoio dos órgãos competentes como a Defesa Civil.

O Sepe se coloca ao lado da população de Petrópolis em mais um momento de dor e pesar por causa das chuvas. Todos os anos, o risco de ocorrência deste tipo de desastre natural, potencializado pelas mudanças climáticas, traz a destruição e mortes nos municípios da Região Serrana e as autoridades não parecem capazes de oferecer medidas que minimizem os prejuízos e as perdas humanas.

 

 

 

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Leia abaixo uma nota de repúdio dos integrantes do projeto Memórias Urbanas contra o apagamento de murais do projeto nas dependências da Escola Estadual Princesa Isabel, em Petrópolis.

Nota de Repúdio ao Apagamento da Arte Urbana em Petrópolis

Nós, artistas e produtores do projeto Memorias Urbanas viemos por meio desta expressar nosso mais profundo repúdio à postura adotada pela direção atual da Escola Estadual Princesa Isabel diante do tratamento dado aos murais pintados pelo projeto nas dependências da escola. O projeto foi idealizado e executado pela Associação CRIA Cultura e Mídia em parceria com a Na Agulha Produções, aprovado no edital Rua Cultural da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa para ser realizado nas dependências da escola, com anuência da direção da mesma a época. É lamentável que a atual direção desta escola pública, cuja missão fundamental é a promoção da educação e do acesso à cultura, adote atitudes que desvalorizam iniciativas voltadas para o enriquecimento cultural e educacional da comunidade escolar.

O projeto ‘Memórias Urbanas’ reuniu três grandes artistas da cidade, reconhecidos por seus trabalhos dentro e fora de Petrópolis. A iniciativa retratava, em três murais de tamanho significativo, as brincadeiras de rua da infância que têm se perdido com o avanço das novas tecnologias, destacando a troca intergeracional que ocorre nessas vivências lúdicas. Além disso, o projeto contemplou uma oficina de grafite para os alunos da escola, que, ao longo de dois meses, tiveram a oportunidade de aprender e expressar sua criatividade, culminando na pintura do muro da frente da escola.

O projeto realizou uma ampla revitalização das paredes laterais e muro frontal da escola, garantindo que as obras tivessem um excelente estado de preservação e pudesse durar por muitos anos. Essa intervenção foi realizada com investimento de dinheiro público, e foi apagada de uma hora para outra, sem justificativa plausível e sem consideração pelo impacto cultural e educacional da iniciativa.

Além de sua importância artística e pedagógica, os murais eram um verdadeiro patrimônio da cidade, visto que existem pouquíssimos murais daquele tamanho em Petrópolis. A destruição dessas obras representa uma perda irreparável para o patrimônio cultural local, e uma falta de zelo pela história e identidade da cidade.

No entanto, de forma arbitrária e sem qualquer respeito pelo esforço artístico e educativo envolvido, a atual direção da escola tomou a lamentável decisão de pintar sobre os painéis do projeto, apagando uma obra de arte que carregava identidade, história e memória cultural, e isso sem nenhum diálogo com os idealizadores e artistas do projeto que trabalharam por mais de um ano para sua realização. Essa ação demonstra uma completa falta de sensibilidade e apreço pela cultura e pelo trabalho desenvolvido com tanto empenho por artistas e alunos.

A cultura e a educação devem caminhar juntas, e é inaceitável qualquer conduta que impeça o pleno desenvolvimento de ações culturais dentro do ambiente escolar. Esperamos que esta direção reveja sua postura, apesar da atitude irreversível e passe a atuar de forma colaborativa, garantindo que os recursos e esforços destinados ao projeto sejam devidamente reconhecidos e respeitados, e ainda que casos como esse não mais se repitam em nossa cidade.

Equipe Memorias Urbanas

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O Sepe Petrópolis, e a vereadora Júlia Cassamasso Mattoso (PSOL) entraram na Justiça com um pedido de investigação e adoção de providências contra a prefeitura e a Câmara Municipal de Petrópolis, por causa da aprovação de um aumento salarial para o prefeito, secretários e vereadores, aprovado no apagar das luzes de 2024, em regime de urgência no parlamento municipal.

O Sepe e a vereadora embasaram seu pedido de liminar contra o reajuste, mostrando a grave crise financeira enfrentada pelo município de Petrópolis, fato que compromete a capacidade da cidade de manter serviços públicos essenciais. O pedido na justiça também acrescenta que a redução na arrecadação do ICMS, decorrente da disputa judicial com o município de Teresópolis sobre a titularidade de áreas de arrecadação tributária também agravou a crise do tesouro municipal e que tais fatos foram reconhecidos em mais de uma oportunidade pela equipe de transição para o novo governo, que tomou posse no dia 1º de janeiro.

Por causa deste cenário de penúria financeira, diferentes setores da administração pública e da vida da população petropolitana têm sido afetados, tais como: atrasos no pagamento de salários de servidores e terceirizados, ausência de alimentação escolar nas unidades de ensino públicas, ausência de investimento em políticas de prevenção aos desastres socioambientais e a deterioração de serviços públicos essenciais.

Assim, o Sepe Petrópolis e a vereadora do PSOL resolveram entrar na Justiça para barrar a aprovação, no dia 20 de dezembro de 2024, da lei que aumentou os salários de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores, sob o argumento de que os projetos de lei aprovados no final do ano passado não cumpriram todos os trâmites regimentais da Câmara Municipal e, também, que a grave situação econômica vivida pelo município – utilizada comummente para barrar a valorização dos servidores – não permite a concessão desse tipo de reajuste num momento de crise tão grande do tesouro municipal.


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