O PL que determina a carga horária de 30 horas para funcionários da educação que seria votado nesta terça-feira foi retirado de pauta. A alegação é de que os pontos referentes à FAETEC sejam retirados do projeto original e que sejam votados de forma separada.
É urgente romper com a cultura do estupro!
A Regional VI do Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEPE), vem a público prestar toda a solidariedade à jovem que foi estuprada por cerca de 30 homens, numa comunidade que pertence a nossa área de atuação. O sentimento de indignação, asco, o clamor por punição aos criminosos, a vergonha de uma sociedade que não protege seus jovens e suas jovens, tudo isso é muito pouco. Precisamos tomar para nós a responsabilidade por acontecimentos deploráveis e inaceitáveis como este. Mudar uma realidade implica em cada um entender e fazer o seu papel para concretizar o processo de mudança. E qual tem sido o papel da Educação no enfrentamento das questões de gênero presentes em nossa sociedade machista, que oprimem nossas meninas, adolescentes, jovens mulheres e senhoras? O momento é de reflexão sobre nossa ação no mundo. O momento é de questionamento. A Regional VI conclama todos os educadores a tomarem uma posição de ruptura com a cultura do estupro, com a banalização da violência contra a mulher e com a coisificação sexista do corpo feminino. Cada um que compartilhou o vídeo publicado nas redes sociais, de alguma forma, participou também desse estupro. Isso exige de nós, profissionais da Educação, a construção de uma prática que desmascare a crença do senso comum de que a mulher é quem provoca as agressões que sofre, de que ela quer ser violentada quando usa roupas mais decotadas, porque essas formas de pensar estão presentes em nossas escolas, em nossas salas de aula já que essa cultura machista e sexista está nos comerciais de TV, nas piadas, nas novelas, nas letras de várias músicas. Ainda hoje, se ressalta na mídia mercantilizada a figura da mulher "linda, recatada e do lar". A mulher é sempre considerada uma prostituta quando foge às normas estabelecidas. Sobre o corpo feminino subsistem repressões legais, de controle patriarcal, exercido majoritariamente pelos homens, que precisam ser combatidas.
É preciso que toda a sociedade assuma a responsabilidade de desconstruir essas ideias e nós, educadores, podemos dar uma importante contribuição nesse processo. A luta por uma escola de qualidade é a luta por uma escola libertária, que ajude na transformação da sociedade. Não podemos tolerar mais essa realidade. É preciso mudar!!
As escolas estaduais, que já vinham sofrendo com a falta de verbas de manutenção e com a falta de funcionários com porteiros, agora estão enfrentando um corte no número de funcionários de limpeza e de merendeiras terceirizadas. Com os cortes de repasses para as firmas anunciados pelo governo do Estado, as prestadoras de serviços estão reduzindo o número de merendeiras e de pessoal de limpeza, o que pode prejudicar ainda mais o funcionamento das unidades em todo o estado.
As escolas da capital e de municípios da Região Metropolitana, como São Gonçalo, já estão sentindo os efeitos do corte de 20% nos contratos com as firmas terceirizadas, que estão tirando funcionários das unidades, prejudicando assim os serviços de preparo das merendas e da limpeza das escolas. Desde o ano passado a falta de repasses das verbas de manutenção já vinham prejudicando o funcionamento das escolas. Agora, a falta de funcionários encarregados da limpeza, do preparo da merenda e controle das portarias pode inviabilizar ainda mais as condições de funcionamento nas escolas do Estado.
Desde ontem, dezenas de estudantes estão ocupando o prédio da SEEDUC, no Santo Cristo. Os alunos que participam do movimento de ocupação das escolas da rede estadual e de unidades da FAETEC e do CAP UERJ reivindicam uma audiência como governador em exercício, Francisco Dornelles, para discutir suas reivindicações. Eles passaram a noite ocupando a secretaria e, há pouco, acabam de chegar ao local dezenas de PMs do Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos. O temor é de que ocorram violências da parte das forças policiais, como registrado em outra ocupação de alunos no local, que terminou com estudantes feridos e arrancados à força pela polícia.
A direção do Sepe está acompanhando a ocupação e entrou em contato como a Secretaria de Governo solicitando que o secretário vá até a SEEDUC para conversar com os alunos e agende uma audiência com o governador, abrindo canais de diálogo e de negociação. O Sepe lembra que a maioria dos estudantes é composta de menores de idade e que estão no local exercendo o seu direito cidadão de exigir uma escola pública e de qualidade para a população do Rio de Janeiro. Portanto, não podemos aceitar em hipótese alguma a utilização de meios violentos para reprimir o legítimo direitos dos alunos à livre manifestação.
O Sepe convoca a categoria para acompanhar a votação do Projeto de Lei Nº 1786/2016, discute a alteração para 30 horas a carga horárioa de funcionários.
A votação acontece nesta terça na ALERJ, às 15h.
Estudantes da Rede Estadual ocupam desde a manhã desta segunda-feira, (30) a sede da SEEDUC no Centro do Rio.
A direção do Sepe e um advogado acompanham a situação.
A direção do Sepe informa aos profissionais da rede municipal do Rio que a assembleia geral da categoria, marcada para o dia 16 de junho, às 10h, será realizada no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71 – 9º andar). Neste dia, os profissionais das escolas municipais do Rio farão uma paralisação de 24 horas.
1) Exoneração do secretário Antonio Neto: CONFIRMADO – ele foi exonerado DIA 17/05;
2) Escolha do diretor de escola pelo voto: PROJETO APROVADO NA ALERJ DIA 12/05, mas falta o governador sancionar – a nova lei permitirá que a escolha do diretor de unidade escolar seja pelo voto da comunidade (professores, pais e alunos). Em 2016 haverá a escolha onde houver vacância e no ano que vem em todas as unidades. Nas 69 escolas ocupadas até a data de 10 de maio de 2016, 40 dias após o fim das ocupações, haverá a eleição;
3) Abono das greves: DECRETO DO GOVERNADOR PUBLICADO em DO COM OS ABONOS EM 13/05, abonando para todos os fins as greves ocorridas entre 1993 e 2015;
4) Fim do parcelamento de salários: O GOVERNO RECUOU E PAGOU OS SALÁRIOS DE ABRIL (pagos em maio) de todos os servidores da ativa e aposentados de modo unificado, como a categoria exige;
5) Licença Especial para docentes sem precisar esperar pela aposentadoria: CONFIRMADO – SEEDUC PUBLICOU ATO EM 06/05);
6) Nenhuma disciplina com menos de dois tempos: a partir de 2017, as disciplinas de Filosofia e Sociologia passam a ter dois tempos no 1º ano; foi criado um GT com a SEEDUC para discutir os casos de Artes e Língua Estrangeira optativa – defendemos 2 tempos para todas as disciplinas;
7) Fim do pagamento de bônus por metas pré-estabelecidas: AINDA EM NEGOCIAÇÃO;
8) 30 horas para funcionários administrativos das escolas: SERÁ VOTADO NA ALERJ UM PROJETO DE LEI que permite que os funcionários administrativos das escolas trabalhem com carga horária de 30 horas semanais;
9) Uma matrícula, um professor por escola – EXPLICAÇÃO DA SEEDUC: atualmente, 91% dos professores já encontram-se em apenas uma escola. Há apenas cinco professores trabalhando em cinco escolas, que serão chamados até o dia 03 de maio para resolver a situação. Outros 55 professores atuam em quatro escolas, que serão chamados para solucionar o problema entre os dias 03 e 10 de maio. Já a partir de 20 de maio, começa a convocação dos 783 professores que trabalham em três escolas;
10) Enquadramento por formação: SEEDUC REGULARIZA até o fim deste ano os valores referentes a 2016. As quantias relativas aos anos de 2013, 2014 e 2015 serão parceladas em 24 meses, a partir de janeiro de 2017;
11) Retorno do calendário anterior de pagamento: O PAGAMENTO VIGENTE INCLUI APOSENTADOS E PESSOAL DA ATIVA, mas somente para o 10º dia do mês; o Sepe reivindica a volta do pagamento no início do mês;
12) Arquivamento do Projeto de Lei do governo de reforma do Rioprevidência: O PL FOI RETIRADO DA PAUTA DE EMERGÊNCIA;
13) Reajuste salarial de 30%: governo não fez proposta e afirma que não tem dinheiro;
14) Realização de concurso público para funcionários técnico-administrativos: sem proposta;
15) Sobre situações pontuais de cada escola, a SEEDUC informa que enviará equipes às unidades para verificação do que pode ser feito de melhoria.
16) 1/3 de planejamento: SECRETÁRIO VICTER AFIRMOU À IMPRENSA QUE SERÁ IMPLANTADO – o Sepe ainda não foi comunicado oficialmente.
17) Criação do Cargo de Professor indígena I e II. APROVADO PELA ALERJ. Falta o governador sancionar. O contrato dos professores indígenas será prorrogado até que o concurso seja feito após criação do cargo.
A disciplina Artes, tal como a conhecemos hoje já passou por diversas transformações, desde sua implementação pela Lei nº 5692 em 1971. O ensino da Arte tem apenas 40 anos de ensino obrigatório e ainda padece no processo de inserção como uma disciplina obrigatória no currículo das escolas em todos os anos (séries) de ensino fundamental e médio no Brasil.
Veja o vídeo "Mais Artes já!"
A Arte não é um privilégio de artistas, ela procura, através das tendências individuais, amadurecer a formação do gosto, estimular a inteligência e contribuir para a formação da personalidade do indivíduo. Ela é “conhecer e um fazer” inerente à condição humana. Um autoconhecimento, na pesquisa das próprias emoções, sensações, organização de pensamentos, o raciocínio e a imaginação. Tudo inserido em contextos sociais e educacionais.
“O homem cria não apenas porque quer, porque gosta, e sim porque precisa: ele só pode crescer enquanto ser humano, coerentemente, ordenando, dando forma, criando” (Ostrower )
A disciplina de Artes se configura com saberes específicos em quatro linguagens diferentes – Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. E hoje, após o lançamento dos PCNs de 1998, não possui mais o caráter da polivalência, o que foi uma conquista. A Música, as Artes Visuais, o Teatro e a Dança são linguagens artísticas autônomas. Somos professores de Artes e amamos o que fazemos!
No entanto em pleno sec. 21 a educação em Arte agoniza. Apesar de documentos oficiais, PCNs, LDBs, propostas e discursos de órgãos gestores, a valorização da arte fica só no campo da imaginação e de discursos belos e bem elaborados. Na rede pública não há nenhuma preocupação com a prática em Artes, o tempo de aula é curto, faltam recursos, material didático (livros não contemplam a autonomia e individualidade de cada linguagem) e o acesso aos bens culturais também é limitado.
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 resguarda o direito a educação e expressão artísticas:
Artigo 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
[…]
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
Artigo 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
[…]
Inciso V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um.
O Homem deixou as cavernas para ver e transformar seu meio, seu mundo. Deixou nas paredes sua marca, em sangue muitas vezes. Esperamos que o Seeduc não leve o ensino das Artes de novo ao fundo das cavernas, tirando dos nossos filhos e filhas, alunos e alunas a possibilidade de ver a Luz e não viver nas trevas. A gestão da Rede pública não debate, consulta, conversa, ela impõe sem ao menos prever consequências de seus atos. A disciplina Artes somente no terceiro ano, significa mais professores sobrando, pois a quantidade de turmas no terceiro ano é menor que no segundo ano, é um retrocesso. Nossos alunos tem direito ao ensino de Artes como uma disciplina obrigatória no currículo das escolas em todos os anos (séries) de ensino fundamental e médio no Brasil.
Durante o ato, a categoria também reivindicou que as negociações com o governo avancem – alguns pontos importantes, como o 1/3 de planejamento, o pagamento do enquadramento por formação e a pauta salarial não avançaram até o momento.
Diante das declarações recentes do Secretário de Estado da Casa Civil, Leonardo Espindola, de que o Governo do Estado do Rio de Janeiro vem estudando a possibilidade de demitir servidores em estágio probatório, com o objetivo de se adequar às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal, realizaremos este debate com objetivo de discutir, em particular, as previsões legais que poderiam ensejar ou permitir a demissão dos servidores em início de carreira. Aproveitaremos a oportunidade para debater também questões relacionadas ao Assédio Moral.
DEBATEDOR:
Gustavo Berner (Advogado e Assessor Jurídico da ASDUERJ)
DATA: 30/05 (segunda)
HORÁRIO: 16:30
LOCAL: UERJ Maracanã – Auditório 33
EVENTO FACEBOOK: https://www.facebook.com/events/1543037549333975/
