Recepção: (21) 2195-0450. Agendar atendimento no Jurídico: (21) 2195-0457 / 0458 (11h às 16h).

O Sepe informa à categoria que, em 26/11/25,  o Tema de Repercussão Geral nº 1218, sob relatoria do Ministro Cristiano Zanin, foi incluído na pauta de julgamento virtual do STF a ocorrer entre os dias 12 e 19 de dezembro de 2025. Vale lembrar que, no dia 20 de dezembro, inicia o recesso forense que só findará em 20 de janeiro de 2026. O julgamento virtual não admite defesa/sustentação oral presencial pelos advogados das partes, sendo certo que somente estas podem se opor e solicitar que o julgamento seja presencial, o que pode ou não ser acolhido pela Corte. 

Lembramos que o Sepe apresentou, em 22/08/23, um pedido de habilitação como amicus curiae (amigo da Corte) junto ao processo, buscando auxiliar o Tribunal na tomada de decisão, levando informações, conhecimento, documentos, com a defesa da aplicação do Piso Nacional do Magistério com reflexos nos  demais  níveis,  faixas  e  classes  da  carreira escalonada. Este pedido, junto com inúmeros outros pedidos de entidades atuando como amicus, foi negado, mas não impedirá o sindicato de peticionar, defendendo o direito.

Lembramos também, que foi em razão deste processo no STF que ocorreu a suspensão da decisão do TJ/RJ de 2022, que deu ganho de causa na Ação Civil Pública do Sepe em 1ª e 2ª instâncias, determinando o cumprimento do piso para toda a categoria, com retroatividade ao ano de 2015. O Piso resulta de lei vigente há 17 anos, Lei nº 11.738/08 e foi considerado constitucional pelo STF na ADI 4167 há mais de 10 anos. Mas o governo do estado o descumpre desde 2015.

Segue o resumo do Tema 1218: “Adoção do  piso  nacional  estipulado  pela  Lei  federal  11.738/2008 como  base  para  o  vencimento  inicial  da  carreira  do  magistério  da  Educação Básica  estadual,  com  reflexos  nos  demais  níveis,  faixas  e  classes  da  carreira escalonada. Descrição: Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos artigos 2º, 18, 37, X e XIII, e 169, § 1º, I e II, da Constituição Federal, a constitucionalidade da decisão judicial que concedeu a equiparação do salário-base do professor da educação básica do Estado de São Paulo ao piso nacional da categoria, estabelecido pela Lei 11.738/2008, com incidência escalonada nas diversas faixas, níveis e classes.”

 

 

 

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Manifesto por novos horizontes nas escolas públicas estaduais no estado do Rio de Janeiro

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) historicamente defende o desenvolvimento integral dos estudantes em todas as redes públicas no estado do Rio de Janeiro. Isso requer um aporte pedagógico, financeiro e estrutural nas escolas afim de garantir as condições necessárias ao pleno desenvolvimento de processo pedagógico, que não se restringe ao ensino-aprendizagem. O Sepe também alerta, de forma veemente, sempre, que qualquer atalho ou subterfúgio para alcançar esse objetivo, é ofensivo pois mascara as reais condições do processo pedagógico e agride o direito do aluno à apropriação do conhecimento necessário à sua humanização integral.

No mundo real, precisamos de escolas com condições de funcionamento, limite de alunos nas turmas, quadro completo de professores, funcionários e apoio pedagógico, autonomia pedagógica, gestão democrática, formação continuada para todos os servidores, além de respeito às leis protetivas dos direitos dos profissionais da educação e dos estudantes.

A avaliação do processo pedagógico não pode ser artificial, supérflua e uniforme. Assim, avaliações externas massificadas, índices de progressão e produtividade chocam-se com a autonomia da escola, que inclui a construção de suas ferramentas de avaliação de acordo com a realidade vivida e o currículo constituído.

O resultado é o fracasso de um projeto de educação pautado numa visão empresarial que avalia para medir a produtividade, sendo o produto a aprovação dos educandos. Se o papel histórico da escola é formação de sujeitos através da apropriação da cultura elaborada pela humanidade, o produto da escola deverá ser a formação do sujeito histórico, impossível de ser mensurado por tais ferramentas. 

Não defendemos a reprovação de alunos nem tampouco aprovação automática. Defendemos um processo de ensino-aprendizagem onde os profissionais e os estudantes possam desenvolver conhecimentos através da troca e da potencialização das capacidades de cada um. Isso significa não artificializar o processo de desenvolvimento, empurrando estudantes a outros patamares sem que tenham realmente se apropriado dos conhecimentos de determinada etapa do ensino.

A criação de instrumentos de recuperação de aprendizagem teve, através dos tempos, diversos nomes e formas. A novidade agora é que esses instrumentos somam-se para pretensamente garantir a aprendizagem. Sob o nome fantasia de “Novas Oportunidades de Aprendizagem” (NOA), o governador Cláudio Castro e a SEEDUC, decretam a aprovação automática, ou segundo a secretária Roberta Barreto, em entrevista à rádio CBN, “aprovação semiautomática”.

No entanto, o mesmo processo que não garantiu a aprendizagem em seu tempo, continua, sem modificações, produzindo “não aprendizagem” de forma ininterrupta. Não há previsão de chamada de concursados, limite menor de alunos em turmas, concursos para funcionários administrativos e apoio pedagógico, autonomia e respeito aos projetos políticos/pedagógicos e melhoria na estrutura das escolas.

A rede estadual vem perdendo alunos por fechamento de turmas, turnos e escolas há mais de 20 anos. Com mais de 1 milhão e 500 mil alunos nos anos 2000, tem agora cerca de 700 mil. Um encolhimento vertiginoso. E a cada ano diminui o número de alunos matriculados, causando impacto também no FUNDEB.

A escola vem sendo esvaziada em seu currículo e sentido. Basta ver o currículo imposto pela SEEDUC onde disciplinas como “O que anda por aí”, “Brigadeiro Gourmet”, “Projeto de vida”, entre outras, tiram tempos de disciplinas como Filosofia, Sociologia, Artes, História, etc. Propostas curriculares como “O Novo Ensino Médio”, estão a serviço da privatização da Educação, ao ampliar a desigualdade de acesso ao conhecimento mais elaborado entre os filhos dos ricos e os da classe trabalhadora. Esse modelo pretende formar uma juventude que, diante do desemprego e da escala 6X1, se rende ao empreendedorismo e outras saídas individuais, tornando-se refém de uma formação acrítica e reducionista da realidade. Tais condições impostas pela SEEDUC, somadas a negações de direitos dos jovens, levaram ao alto índice de retenção e de evasão escolar.

No entanto, somente em 2025 a SEEDUC se debruça sobre a situação de modo a resolvê-la com fórmulas mágicas. E, sem mudar nada no cotidiano escolar, pretende, que no anúncio do IDEB em agosto de 2026, a rede estadual saia do 26º lugar para os primeiros lugares. Já vivenciamos tal situação com o Secretário de Educação Wilson Risolia, no governo de Sérgio Cabral, quando saímos do 26º lugar em 2009 para o 3º lugar em 2014. Para tanto, Risolia proibiu a matrícula de maiores de idade no ensino regular, diminuindo em muito a distorção idade/série, o que impacta o IDEB. As ações da atual Secretaria são mais numerosas e sistêmicas.

O Governo de Cláudio Castro paga o pior salário do país aos professores e funcionários de escolas. Não cumpre a Lei do Piso Nacional e paga menos do que o salário mínimo de piso aos funcionários. O salário está congelado há 10 anos e o governador não cumpriu a recomposição salarial aprovada na Alerj e sancionada por ele. Ao mesmo tempo que impõe a recessão para os servidores da Educação, decreta bonificação para as escolas que atingirem a meta de aprovação, acima de 95%. Contando com o desespero de quem depende do salário para sobreviver, impõe, de forma cruel, a adesão à aprovação automática. É o controle em forma de falsa valorização profissional. É a bonificação faroeste adaptada à Educação.

Um governo que aplica dinheiro dos aposentados em operações financeiras em bancos suspeitos, que superfatura materiais escolares, que está sendo investigado pelo escândalo das contratações de fantasmas na UERJ, que tem as chacinas como única política de segurança pública, entre outros tantos escândalos, tenta se salvar do pântano criando cortinas de fumaça para enganar o eleitorado.

A população do estado do Rio de Janeiro não pode se calar diante de mais esse ataque aos direitos de nossa juventude.

Convocamos os movimentos sociais, entidades estudantis, sindicatos, centrais sindicais, universidades, associações, etc., para, junto conosco, não só denunciar mais este ataque do governador Cláudio Castro, mas construir a resistência e um novo horizonte para a escola pública estadual no estado do Rio de Janeiro.

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Assinaturas iniciais

ABI
ABECS (Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais)
Afronte! Coletivo de juventude
AMT
ANDES-SN
ANFOPE
ANPAE
As Marias da Baixada Campos dos Goytacazes
Associação dos Agentes de Endemias
Associação Fórum Grita Baixada
Associação Gonçalense dos Estudantes Secundaristas (AGES)
CES AE – Coletivo de Educadores Socialistas
CNTE
Coletivo Convivências (IP/UFRJ)
Coletivo ELA
Coletivo Matilha
Comitê Rio da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Campos dos Goytacazes (CODIM)
CONTEE
CSP-Conlutas
CTB
CUT
DCE UERJ
Deputada Estadual Elika Takimoto (PT)
Deputada Estadual Marina do MST (PT)
Deputada Estadual Renata Souza (PSOL)
Deputado Estadual Flavio Serafini (PSOL)
Deputado Estadual Professor Josemar (PSOL)
Deputado Estadual Yuri Moura (PSOL)
Deputado federal Lindbergh Farias (PT)
Deputado federal Reimont (PT)
Deputado federal Tarcísio Motta (PSOL)
Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro (FETEERJ)
FORAS – Fórum de Articulação da Sociedade Civil de Caxias e adjacências
Fórum Municipal dos Direitos das Mulheres de Duque de Caxias (FMDM)
Fórum Nacional de Gestão Democrática da Educação Professor Jorge Najjar (FORGEDE)
FOSPERJ
Giuliana Mordente (UFRJ)
Grupo de Extensão Popular Ignacio Martín-Baró, IP/UFRJ
Grupo de pesquisa Políticas Públicas e Educacao de Jovens e Adultos Trabalhadores – PPEJAT/FFP/UERJ
Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Educação (GRUPPE/UFF)
Intersindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
Jefferson Vinco do coletivo Tudonumacoisa só da Zona Oeste
Juntos! – Coletivo de Juventude
Juventude socialista brasileira – JSB
Laboratório de Direitos Humanos da UFRJ
LEDUB – Laboratório de Estudos das Transformações do Direito Urbanístico Brasileiro/UFRJ
Levante da Juventude
Marginália – Laboratório de Psicanálise e Estudos sobre o Contemporâneo, IP/UFRJ
Movimento de Educação Popular Esperança Garcia
Movimento Organizado Vozes Anticapitalistas (MOVA)
Observatório Fluminense de Políticas Sociais Carlos Walter Porto-Gonçalves (OFPS/UFF)
PCB
PCdoB
PodCassa – o Podcast em defesa da Educação Mídia Independente
PT Campos dos Goytacazes
PT Teresópolis
Redes da Maré
RUA – Juventude Anticapitalista
SINDIPETRO NF
Sindicato dos Bancários
Sindisep-RJ
Sindpsi-RJ
Sinpro Nova Friburgo e Região
Sinpro-Rio
Sintufrj
SINTPROQ-NNF
Trabalhadoras e Trabalhadores na Luta Socialista (TLS)
UNCME/RJ
Unidade Classista
União da Juventude Comunista – UJC
Vereador William Siri (PSOL-Rio de Janeiro)
Vereadora Maira do MST (PT-Rio de Janeiro)
Vereadora Thais Ferreira (PSOL-Rio de Janeiro)
Virgínia Fontes
Waldeck Carneiro

*Atualizado em 03/12, às 13h30


 

Adesões ao manifesto (assinaturas coletivas):

secretaria@seperj.org.br

 

Baixe e reproduza o manifesto (PDF)
Manifesto por novos horizontes nas escolas públicas estaduais no estado do Rio de Janeiro

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A Câmara Municipal realizou, no dia 27 de novembro, uma audiência pública sobre “A mudança na contagem da hora-aula e os impactos às condições de trabalho na rede municipal”. O evento contou com a organização da Comissão Permanente de Trabalho e Emprego da Câmara Municipal, que convocou entidades representativas dos educadores, especialistas no setor e o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) para participarem do evento, que teve como foco a discussão sobre os efeitos das medidas contidas na Lei Complementar Municipal nº 276/2024 (também chamada de “pacote de maldades”), aprovada na Câmara de Vereadores em dezembro do ano passado e que retirou uma série de direitos dos servidores. Os educadores do município, em especial, sofrem as consequências até hoje com as mudanças contidas neste pacote de maldades de Paes e Ferreirinha que redefiniu a contagem da carga horária dos professores da rede municipal (a minutagem).

A mesa da audiência contou com a participação do coordenador geral do sindicato, Diogo de Andrade; do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL); do vereador William Siri (PSOL); da professora da UFRJ, especialista em Educação, Giuliana Mordente. A SME convidada para o evento, organizado pela Comissão Permanente de Trabalho e Emprego pelos vereadores William Siri e Rick Azevedo (PSOL) não enviou representante para a audiência.

O vereador William Siri abriu as falas da mesa de debates apresentando os resultados dos questionários formulados pelo seu mandato sobre as condições de trabalho e de saúde em 152 escolas da rede municipal. Siri criticou a falta de transparência da SME, que não respondeu ao ofício enviado pelo parlamentar com pedido de informações sobre a situação da saúde da categoria e o número de afastamentos por licenças médicas no ano de 2025.

Segundo o vereador, nos questionários respondidos pela categoria, 97% dos profissionais consideraram a minutagem como negativa e 98% sentiram prejuízos à sua saúde física e metal depois da implementação desta medida. Siri explicou que é necessário trazer à luz os efeitos das mudanças na carga horária dos professores da rede municipal do Rio para que a sociedade possa ver como pioraram as condições de trabalho com o aumento da carga de horário e a diminuição do tempo de planejamento e como isso está impactando na saúde física e mental dos professores da rede.

O segundo a falar foi o coordenador do Sepe, Diogo de Andrade, que apresentou alguns depoimentos da categoria que comprovam a piora das condições de trabalho e da saúde dos profissionais após a minutagem. O coordenador acusou o ataque à Lei do Piso Nacional, com a diminuição do tempo de planejamento extraclasse e também criticou a dificuldade de se conseguirem dados sobre as licenças ou afastamentos junto à prefeitura. Ele apresentou dados do Tribunal de Contas do Município (TCM), que apontam para o inacreditável número de 517.342 dias de licenças concedidas para profissionais da educação municipal durante o ano de 2024, dado que comprova o adoecimento da categoria ao longo dos últimos anos por conta das péssimas condições de trabalho de remuneração de professores e funcionários.

Andrade lembrou quer a minutagem é uma medida que se configura como contrária à perspectiva jurídica sobre a questão. O STJ, explica ele, já disse que não se pode fazer a transferência da hora aula para a hora relógio como o governo municipal do Rio fez quando implementou a minutagem.

O deputado federal Tarcísio Motta cobrou a ausência do governo na audiência e denunciou o pacote de maldades, onde se inclui a minutagem como um verdadeiro ataque à Lei 11.738/2008, chamada de Lei do Piso. Segundo Motta, a Lei do piso determina o cumprimento do 1/3 de planejamento como tempo de trabalho e não como uma redução da jornada de trabalho dos professores. Ele criticou o entendimento das autoridades municipais, como o prefeito Eduardo Paes, o ex-secretário de Fazenda e atual deputado Federal Pedro Paulo (PSD e relator da Reforma Administrativa que tramita no Congresso) e o secretário de Educação Renan Ferreirinha, os quais, a seu ver, têm um entendimento a respeito do tempo de planejamento como se fosse “tempo de descanso”.

“A lógica da coisa não é o minuto, é Aula!”, ensina Tacísio. Segundo ele, para cada 3 aulas, o professor tem que ter 1 para o planejamento, pois só assim poderemos oferecer uma educação de qualidade para os alunos da rede. No entendimento do deputado, que é professor de História e trabalhou em diversas redes públicas no Rio de Janeiro, “tudo o que a categoria não precisava na rede municipal do Rio é a aprovação por parte da prefeitura de uma lei que faz o professor se sentir desvalorizado e desrespeitado por causa de uma sobrecarga de trabalho que acaba levando ao adoecimento que se comprova com os índices alarmantes de aumento dos afastamentos de sala de aula por conta de problemas físicos e mentais”.

Fechando a mesa de debates, a professora Giuliana Mordente, da Faculdade de Pedagogia da UFRJ e da UERJ, afirmou que a minutagem evidencia uma espécie de neoliberalismo na escola, que transforma as unidades escolares em empresas; os familiares passaram a ser clientes; os estudantes são consumidores; o professor é um prestador de serviço; e a educação vira mercadoria. Giuliana, que é professora adjunta de Psicologia na UERJ, criticou a visão dos governos na qual o pedagógico se liga ao empreendedorismo, criando “empresas de educação”, através de uma lógica da gestão de custos,  racionalização do tempo do professor, fatores que acabam provocando o adoecimento e o esgotamento, entre eles o mental, da categoria, configurando uma verdadeira epidemia de saúde mental, que acaba enfraquecendo até mesmo a luta e a mobilização dos profissionais para lutarem contra as condições adversas e de desvalorização a que se acham cotidianamente submetidos. Para a professora e especialista em Psicologia, este resultado desolador é efeito de um projeto maior e que o adoecimento da categoria não deve ser considerado pelo ponto de vista individual, mas sim coletivo.

Veja o debate completo da audiência na Câmara de Vereadores sobre os impactos da minutagem na saúde dos profissionais da rede municipal pelo link da TV Câmara abaixo (partir do minuto 33 do vídeo):

Audiência Pública | Mudança na hora-aula na rede municipal - 27.11.25
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O Sepe protocolou uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para enfrentar a grave situação vivenciada pelas merendeiras terceirizadas da rede estadual. A iniciativa reforça o compromisso do sindicato em defender os direitos dessa categoria, historicamente marcada pela precarização e pela falta de condições dignas de trabalho.

O Sepe reafirma sua luta em favor das merendeiras, buscando a responsabilização dos órgãos competentes e a adoção de medidas efetivas que garantam respeito, valorização e justiça para essas profissionais essenciais ao funcionamento das escolas públicas.

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O Sepe convoca os profissionais da rede municipal RJ para a Audiência Pública sobre os impactos da minutagem, que será realizada no auditório da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a partir das 18h30. O evento é organizado pela  Comissão de Trabalho e terá como tema da discussão a “Mudança na contagem da hora-aula e os impactos para as condições de trabalho na rede municipal do Rio de Janeiro”.
A minutagem é um dos efeitos nocivos do chamado pacote de maldades do prefeito Eduardo Paes e do secretário de Educação do município, Renan Ferreirinha, aprovado a toque de caixa no final do ano passado e que se configurou numa série de ataques do governo municipal a direitos e conquistas dos educadores municipais e do conjunto dos servidores. 

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A regional 4 do Sepe realiza, no dia 29 de novembro, um Grupo de Trabalho sobre violência nas escolas. O tema volta a assumir importância fundamental em decorrência do avanço da violência do estado, por meio de ações policiais violentas e que resultam em mortos ou feridos no entorno das escolas que funcionam nas chamadas áreas de risco. O encontro será realizado próximo sábado, no Museu da Maré (Av. Guilherme Maxwell, 26 – Maré), a partir das 10h30. O evento conta com a participação do Instituto Fogo Cruzado e do Observatório Nacional de Violência contra Educadores (ONVE/UFF).

No dia 26, tivemos um aluno do Ciep Municipal Hélio Smidt ferido no pátio da escola, que pertence à área de atuação da Regional 4 do Sepe, durante uma operação policial no Complexo da Maré. O confronto foi iniciado durante horário de funcionamento da unidade e colocou em risco a vida de alunos e profissionais que se encontravam no pátio da escola, quando o menino de 12 anos foi atingido na perna.

Com o incentivo do governo do estado,  que visa colher frutos eleitorais com o aumento das mortes durante operações nas favelas e bairros periféricos o risco de ocorrência de tragédias no interior das comunidades escolares atinge níveis muito altos e é preciso discutir com as escolas e com a categoria formas de assegurar protocolos que garantam a segurança para o funcionamento destas unidades.

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O Fórum Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro (FEERJ) enviou um ofício à Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC), questionando a Resolução nº 6.391/2025, que oficializa a aprovação automática nas escolas estaduais da rede do estado. Pela norma, estudantes do 1º e 2º anos reprovados em até seis disciplinas, e alunos do 3º ano reprovados em até três disciplinas, serão automaticamente aprovados. Essa resolução da Secretaria foi criada a partir do Decreto nº 49.994/2025, assinado pelo governador Cláudio Castro, publicado dia 17/11.

O documento foi encaminhado no dia 26 de novembro, pelo coordenador geral do órgão, Waldeck Carneiro. No texto encaminhado para a secretária Roberta Barreto, o Fórum solicita esclarecimentos acerca da resolução da aprovação automática e regulamenta a concessão de bonificação a profissionais lotados em unidades   escolares que alcançarem metas de desempenho.

O FEERJ deixa claro que a adoção de alternativas de flexibilização da trajetória escolar, sem diálogo com a comunidade nem com as demais instâncias do sistema estadual de ensino; sem o devido respaldo pedagógico e sem garantias concretas de recomposição das aprendizagens, pode comprometer gravemente os processos de construção de saberes e, ainda, fragilizar o direito dos estudantes à apropriação dos conhecimentos científicos, humanísticos e filosóficos que compõem o currículo do ensino médio, além de restringir a ampliação de sua repertório cultural.

O oficio ainda critica a política de vinculação de pagamento de bonificação a metas de desempenho, quando os profissionais da rede estadual sofrem com a falta de valorização e o governo não cumpre leis básicas como o pagamento do piso nacional do magistério fixado por lei federal há 20 anos, com respeito ao plano de carreira da categoria.

Veja o texto do ofício no PDF do link abaixo:
https://seperj.org.br/wp-content/uploads/2025/11/OFICIO_FEERJ_43-2025_para_SEEDUC_assinado.pdf

 

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O Sepe informa que, ao contrário de outras divulgações nas redes sociais, o ato público convocado pelo sindicato no Palácio Guanabara será realizado no dia 04 de dezembro, quinta-feira que vem, às 14h. O protesto neste dia tem o objetivo de cobrar do governo do estado a reversão da Resolução nº 6.391/2025, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 19 de novembro, que oficializa a aprovação automática nas escolas estaduais da rede. Essa resolução da Secretaria foi criada a partir do Decreto nº 49.994/2025, assinado pelo governador Cláudio Castro, publicado dia 17/11.

Conforme decisão da direção do Sepe, no dia 04 de dezembro, realizaremos o ato público na frente do Palácio Guanabara para marcar a posição da categoria contra mais um ataque do governo do estado contra a rede estadual e denunciar para a população fluminense mais esta tentativa de Cláudio Castro e da secretária Roberta Barreto de destruição da escola pública no Rio de Janeiro.

Plenária no dia 02 de dezembro vai discutir aprovação automática os com movimentos sociais

Já no dia 2 de dezembro, estaremos realizando uma plenária dos movimentos sociais, às 18h, no auditório do 7º andar da ABI para discutir a mesma temática: a implementação da aprovação automática na rede estadual e a discussão de estratégias conjuntas do movimento social para barrar o ataque do governo estadual contra a educação.

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A Polícia Civil está realizando uma operação dentro do Complexo da Maré desde o início da manhã desta quarta-feira (26). Segundo informações divulgadas pelo RJ TV e pelo Portal Vozes da Comunidade um aluno de 10 anos, foi baleado dentro do Ciep Hélio Smidt (R. Tancredo Neves – Maré) e chegou a ser atendido na Clinica da Família Jeremias Moraes e depois foi transferido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Ainda não há informação sobre o estado de saúde da criança.

A operação envolvendo policiais da Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil (Core) aconteceu no meio da manhã de hoje. O tiroteio chegou a ser presenciado por uma equipe da TV Globo, que fazia uma reportagem na UFRJ, no Fundão, onde uma bala perdida chegou a atingir uma sala de aula, sem ferir ninguém. As imagens da TV Globo e de moradores do local da operação mostram a movimentação de helicópteros e blindados das forças policiais na Avenida Brasil e no entorno da Maré e o som de tiros foi captado em diversas postagens nas redes sociais. A Linha Amarela chegou a ser fechada por causa dos tiroteios.

O Sepe vê com preocupação a ocorrência de mais uma operação das forças estaduais de segurança em comunidades carentes do Rio de Janeiro e que coloca em risco a vida da população inocente. Por inúmeras ocasiões temos interpelado a prefeitura do Rio e a Secretaria Municipal de Educação, assim como o governo estadual e a SEEDUC sobre os protocolos de segurança para eventos deste tipo que, constantemente, colocam profissionais e alunos na linha de tiro e sujeitando as comunidades escolares a acontecimentos como o de hoje, quando um aluno, segundo as informações obtidas até agora, foi baleado dentro de uma unidade escolar municipal.

Em inúmeras vezes, o sindicato recebeu denúncias de profissionais que trabalham em escolas localizadas em áreas consideradas de risco e que têm dificuldades para a suspensão das aulas em dias de operação policial, já que algumas Coordenadorias Regionais de Educação ou a própria SME insistem em manter as unidades abertas, mesmo com o risco acentuado para as comunidades escolares. O prefeito Eduardo Paes e o secretário Renan Ferreirinha se fazem de surdos e não definem medidas como o fechamento das unidades e a adoção dos protocolos possíveis de serem adotados nestes casos para salvaguardar a vida de profissionais e alunos.

O Sepe também condena a política de extermínio da população pobre e favelada que o governador Cláudio Castro vem fazendo uso há muito tempo, incentivando a morte de pessoas nestas comunidades, como ocorreu no dia 28 de outubro, nos Complexos do Alemão e da Penha, ondem foram mortos 122 pessoas, uma verdadeira matança nunca antes vista no país nem na história das operações policiais no estado do Rio de Janeiro. Deste fatídico dia para cá, o govenador, com claros propósitos eleitoreiros vem ameaçando as comunidades com operações policiais de grande porte, que não resolvem os problemas de segurança no estado, aterrorizam os moradores e ameaçam a vida de quem só deseja viver sua vida em paz.  

ATUALIZAÇÃO:
Segundo o site do Jornal O Globo, que apurou junto à SME RJ “o menino atingido na escola é um aluno do sexto ano, baleado na perna. Entre o momento em que a escola comunicou o ferimento e o levou para a Clínica Genaro, na própria comunidade, e a posterior transferência para o Hospital Getúlio Vargas, quase duas horas se passaram. A remoção só não ocorreu antes porque o tiroteio impedia a circulação segura da ambulância.

A SME informou que o estudante participava de uma atividade da disciplina de Ciências no pátio da escola quando foi atingido por um projétil de arma de fogo. A coordenadora pedagógica o socorreu imediatamente e o levou para uma clínica da família próxima, onde o projétil foi retirado. O menino está agora no Hospital Getúlio Vargas, acompanhado da mãe.” fonte: O Globo online

 

 

 

 

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O Sepe convoca os profissionais de educação, os movimentos sociais e a sociedade em geral a participarem da plenária e ato de repúdio à oficialização por parte da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC) da aprovação automática nas escolas estaduais – a plenária será realizada no auditório do 7º andar da sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) – Rua Araújo Porto Alegre, 71 -, na próxima terça-feira, dia 02/12, às 18h.

Já no dia 04/12, às 14h, ocorrerá um ato público em frente ao Palácio Guanabara.

No dia 19 de novembro, a SEEDUC-RJ publicou, no Diário Oficial, a Resolução nº 6.391/2025, que oficializa a aprovação automática nas escolas estaduais da rede. Pela norma, estudantes do 1º e 2º anos reprovados em até seis disciplinas, e alunos do 3º ano reprovados em até três disciplinas, serão automaticamente aprovados. Essa resolução da Secretaria foi criada a partir do Decreto nº 49.994/2025, assinado pelo governador Cláudio Castro, publicado dia 17/11.

A justificativa apresentada pela SEEDUC é a de combater a evasão escolar, mas para o Sepe, por trás das medidas, está o objetivo de maquiar os números do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), no qual o Estado do Rio ocupa hoje a vergonhosa penúltima colocação nacional. Lembrando que 2026 será o ano de eleições gerais em nosso país, e o atual governo quer melhorar, de qualquer maneira, os índices.

O Sepe condenou desde o primeiro momento em que teve informação deste projeto de Cláudio Castro e Roberta Barreto para a rede estadual. Para o sindicato, a resolução da aprovação automática é a cereja do bolo de uma política que já vem se desenhando há meses, com o nome fantasia de “Novas Oportunidades de Aprendizagem” (NOA), que oferece várias provas e avaliações para dar aprovar alunos.

Essa aprovação automática surge em um cenário no qual alunos deixam de ter várias aulas no ano, por causa da carência de professores e ausência de concursos públicos para contratação de docentes; surge em um momento de mudanças na grade curricular, a partir do Novo Ensino Médio. Desta forma, a SEEDUC preocupa-se apenas com a formação de mão-de-obra barata para o mercado, nega o futuro da juventude e amplia o apartheid educacional.

Além disso, a SEEDUC promove uma grande chantagem com a categoria: foi definido um índice de 95% de aprovação para cada escola, com professores ganhando bônus de R$ 3 mil se a unidade atingir esta meta da Secretaria. É a “bolsa aprovação automática”. Essa política é um deboche com a categoria que ganha um dos piores salários do País.

O que queremos é o piso nacional para professores, funcionários administrativos e aposentados!

O Sepe reitera sua posição de defesa da qualidade da educação pública, calcada no respeito aos processos pedagógicos, ao alunado e aos profissionais da educação, sem maquiagem e sem subterfúgios.

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