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Nota do Sepe de apoio e solidariedade para diretora do Sepe Teresópolis

O Sepe RJ vem a público expressar toda a solidariedade e apoio à diretora do sindicato Ana Carolina Quintana de Serpa Vieira (Carol Quintana) por causa da truculência e da violência sofridas no dia 27 de julho, durante uma atividade do Comitê Popular que estava sendo realizado no Centro de Teresópolis.

A arbitrariedade contra a diretora do Sepe Central e do núcleo municipal de Teresópolis foi cometida por um fiscal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que interrompeu de forma ilegal e autoritária uma atividade do Comitê, em que os militantes, entre os quais ela, distribuíam materiais de luta pelo fim da chamada escala 6X1 e de prestação de contras de mandatos parlamentares.

Além da clara irregularidade da abordagem do fiscal do TRE que, acompanhado de policiais militares, recolheu os materiais impressos sem qualquer mandato ou documento judicial a respeito da proibição da realização da atividade. Também deve ser condenada a truculência utilizada durante a ação, principalmente pelo fato da presença de uma maioria feminina na realização da atividade do Comitê naquele momento. Como se não bastasse o uso de força desproporcional, o suposto fiscal ainda chegou a fazer uso de palavra de baixo calão durante o recolhimento dos materiais, diante dos protestos contra o verdadeiro atentado contra a democracia cometido por quem deveria ser o primeiro a zelar por ela.

O Sepe RJ expressa toda a solidariedade e apoio dos profissionais de educação à diretora Carol Quintana e aos demais membros do Comitê Popular de Teresópolis, que tiveram seus direitos à cidadania usurpados pelo fiscal do TRE em ato de flagrante censura política e de atentado aos direitos de livre expressão e de manifestação.

Lembramos que fatos deste tipo são preocupantes, tendo em vista que nos encontramos em ano eleitoral e que a sociedade enfrenta diuturnamente os graves problemas advindos da atual polarização política, que gera graves rupturas sociais e o aumento da violência política, da desinformação em massa e da paridade institucional, dificultando o consenso democrático essencial para o funcionamento do país.

Não calarão a nossa voz!

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