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O NOVO ENSINO MÉDIO PROVOCA CAOS NAS ESCOLAS ESTADUAIS

O ano letivo de 2022 começa de forma caótica na rede estadual de ensino, com professores fora do quadro de horário, disciplinas sem ementas e grande evasão escolar. Um dos principais fatores deste cenário é a implementação do Novo Ensino Médio (NEM), uma contrarreforma que torna precária as condições de trabalho dos profissionais de educação, pavimenta o caminho para a transferência de dinheiro público para a iniciativa privada e fere o direito universal e constitucional à educação ao aprofundar as desigualdades no acesso ao ensino.

A consulta às comunidades escolares foi realizada no ano de 2021 de forma incipiente, sem a participação das mesmas, num dos piores
momentos da pandemia do Covid 19 e sem respeitar os projetos políticos pedagógicos destas unidades escolares. O Sepe, através de seu
grupo de trabalho, moveu uma ação na Justiça, pedindo a prorrogação do processo, denunciou esta situação na Alerj e no Conselho Estadual de Educação. Mas, infelizmente, com a conivência da maioria dos conselheiros foi aprovada a minuta da SEEDUC com uma concepção de educação mercadológica, na qual os alunos são preparados como mão de obra em detrimento ao conhecimento científico e acadêmico historicamente acumulado.

Este processo começou nas turmas iniciais do ensino médio com disciplinas perdendo tempos de aula ou compondo mais o currículo e vai avançar para as demais séries em 2023 e 2024. A SEEDUC afirma que os itinerários formativos serão construídos nas escolas, por isso precisamos nos organizar pautados na nossa autonomia pedagógica, nos projetos políticos pedagógicos, na cooperação com as entidades estudantis e na conscientização dos responsáveis. Além disso, precisamos construir com sindicatos da educação de outros estados e com a CNTE uma campanha pela revogação do NEM.

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