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Nota do Sepe sobre a greve dos rodoviários
1 de julho de 2026

Terminal sem ônibus nesta segunda-feira, 30 de junho. Greve prossegue. Foto: Tania Rego/Agência Brasil
O empregador não pode se omitir diante de uma greve de ônibus que afeta o deslocamento dos trabalhadores. Dessa forma, o Comunicado Interno nº 12 da SEEDUC não cumpre o papel de definir a situação para as unidades escolares e causou ainda mais confusão. Essa omissão demonstra falta de compromisso com o bem-estar, as condições de trabalho e o respeito à dignidade dos trabalhadores, além de representar uma simples transferência do problema para quem depende do transporte público.
A greve é um fato alheio à vontade do trabalhador, que não deve ser responsabilizado por uma situação que não provocou.
Dessa forma, existem medidas que podem ser adotadas pelas direções das escolas:
– O Governo do Estado e a Prefeitura do Rio não podem exigir que os profissionais da educação utilizem transportes como táxi e Uber para conseguirem chegar ao local de trabalho, sem ressarcimento;
– Cobrar presença ou aplicar punições sem considerar a realidade do transporte coletivo é uma postura injusta e desumana. O Sepe não aceitará que isso ocorra nas redes de ensino, e qualquer problema deve ser denunciado ao sindicato;
– Valorizar os trabalhadores significa reconhecer as dificuldades concretas que enfrentam e construir soluções coletivas, especialmente neste momento de crise;
– A situação se agrava ainda mais na volta para casa. Por isso, é fundamental que as direções das escolas debatam com os profissionais a melhor solução.
O Sepe apoia o movimento de reivindicação dos rodoviários, uma categoria historicamente explorada, com baixos salários e condições precárias de trabalho. Pedimos aos estudantes, pais e responsáveis das escolas públicas compreensão em relação a este momento, que também afeta os profissionais da educação em seu dia a dia de trabalho.
