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Absurdo: Abono-Fundeb é pago sem a GLP, mesmo após secretária ter anunciado

Nesta semana, a secretária estadual de Educação, Roberta Barreto, tomou as redes sociais divulgando que a gratificação de final de ano, a que chegou a chamar de “14° salário”, referente à sobra do FUNDEB, iria reproduzir a folha de pagamento de novembro incluindo gratificações e horas extras. Isso significaria pagar a GLP (Gratificação de Lotação Prioritária), mecanismo usado pelo governo estadual para suprir parte das carências nas escolas, como uma “hora extra” dos(as) professores(as) da rede estadual. 

Mas na hora de produzir o decreto não incorporou no texto o que propagandeou aos sete ventos e, agora, a categoria que esperava receber o valor com a GLP incluída, descobre mais uma vez que entre a fala de Barreto e a prática existe um abismo.

O SEPE-RJ vem a público reforçar que a sua defesa sempre foi a do pagamento do Piso Nacional, respeitando a estrutura das carreiras, e que abonos excludentes que deixam de fora aposentados, pensionistas e horas extras nunca foram uma reivindicação do nosso sindicato, pois não atendem a toda categoria. Também afirmamos que a sobra de cerca de R$ 460 milhões no Fundeb deste ano demonstra a falta de valorização e os baixos salários.

Quando do anúncio do abono, o Sepe cobrou a inclusão de aposentados, temporários e o pagamento da GLPs. Os contratos temporários foram incluídos na Lei e os aposentados foram deixados de fora, mesmo os que possuem paridade. Se a secretária se comprometeu publicamente a pagar a GLP, que o faça, que cumpra com a sua palavra tão divulgada nas redes sociais, em respeito a quem se esforça em jornadas extenuantes, em várias escolas, para poder completar sua renda e que em 2023 correspondeu a 24,4%, ou quase uma de cada quatro matrículas da rede, ou 12.941 educadores(as) e suas famílias.

Saiba mais sobre a GLP, com um resumo do estudo do Dieese

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