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EDUCAÇÃO MUNICIPAL RJ FAZ GREVE DE 24H QUINTA (15/09), COM ATO NA PREFEITURA E ASSEMBLEIA

A educação municipal do Rio de Janeiro se encontra em estado de greve por reajuste salarial e realiza greve de 24h, no dia 15 de setembro, com ato público na prefeitura, às 12h, e assembleia às 14h.

A assembleia será totalmente presencial e, pela primeira vez, será realizada no Circo Crescer e Viver, na Rua Carmo Neto, nº 143, na Cidade Nova.

Para se cadastrar no local e participar, o profissional deverá apresentar contracheque e identidade.

A rede está em campanha salarial. O último reajuste ocorreu em março de 2019, portanto, há mais de três anos. O Sepe-Dieese pesquisou os índices de perdas que comprovam como os salários dos profissionais da educação estão arrochados: para que os salários em 1º de junho de 2022 retornassem ao mesmo poder de compra de 1º de março de 2019, o reajuste necessário sobre os salários de maio de 2022 seria de 30,15% (INPC/IBGE) e de 28,65% (IPCA-IBGE).

 

No quadro que publicamos nesta matéria, ao lado, observamos que no período de 1º de março de 2019 a 31 de maio de 2022 o INPC-IBGE e o IPCA-IBGE apresentaram uma variação de, respectivamente, 26,25% e 24,79%.

 

O Dieese também fixou como marco inicial para o acompanhamento dos salários o poder de compra que vigorava em 1º de março de 2019 e comparou a evolução dos salários com a evolução do INPC-IBGE e do IPCA-IBGE; considerando o aumento do desconto previdenciário de 11% para 14% a partir de julho de 2021, o Dieese considera que houve uma perda nominal de 3% neste mesmo período. Assim, em 31 de maio de 2022, os salários manteriam apenas 76,83% do poder aquisitivo de 1º de março de 2019, segundo o INPC-IBGE.

 

CONHEÇA A NOSSA PAUTA:

 

– Recomposição salarial, já!

– Pelo cumprimento da Lei 3.252, de 19 de julho de 2001, que prevê a revisão pelo índice do IPCA-E. lembrando que não houve reajuste salarial em 2017 e estamos sem reajuste desde março de 2019.

– Não ao fim da paridade e integralidade; contra a taxação de aposentados e pensionistas.

– Contra os cortes nos benefícios e as mudanças no plano de saúde.

– Descongelamento do valor do vale alimentação (mais de 10 anos sem reajuste).

– Exigimos o cumprimento de 1/3 da jornada para atividade extraclasse.

– Contra o desvio de função de secretários escolares; pela regularização dos cursos e do pagamento das gratificações.

– Pelo reconhecimento da função de cozinheira, da função de magistério de AEIs; contra a desvalorização dos agentes educadores e a ausência de enquadramento por formação de funcionários.

– Pelo abono dos dias de greves e paralisações.

– Pela correção da escolaridade das AAEE.

– Pelo PCCS unificado.

– 30h para os funcionários administrativos.

– Nenhum piso abaixo do salário mínimo.

– Descongelamento dos triênios.

– Pela regulamentação da lei das cozinheiras escolares, agregando o valor de insalubridade.

– Não ao fechamento de turmas e redução de vagas (PEJA).