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GREVE NAS ESCOLAS ESTADUAIS COMEÇA NESTA QUARTA-FERIA (DIA 2 DE MARÇO)
1 de março de 2016
Os professores e funcionários das escolas estaduais iniciam uma greve por tempo indeterminado na próxima quarta-feira (dia 02 de março). Neste dia, a categoria realiza uma assembleia na Fundição Progresso, a partir das 10h, para decidir os passos desta paralisação que tem como objetivos principais os seguintes pontos: reajuste salarial; contra as propostas de mudança no sistema previdenciário dos servidores estaduais enviada para a Alerj no dia 2 de fevereiro; retorno do calendário anterior de pagamentos; fim do parcelamento de salários; e pagamento integral do décimo terceiro salário (que foi parcelado em cinco vezes), entre outras reivindicações.
Ainda na quarta-feira (dia 02 de março), os profissionais de educação sairão da assembleia na Fundição Progresso para participar de um ato de protesto conjunto do funcionalismo estadual, nas escadarias da Alerj, a partir das 15h. Depois do ato, está prevista uma passeata até a Cinelândia. Outras categorias do funcionalismo estadual também estão avaliando a possibilidade de parar por tempo indeterminado.
Greve foi votada no dia 20 de fevereiro em assembleia no Clube Municipal
Em assembleia geral realizada no dia 20/02 no Clube Municipal, os profissionais de educação das escolas estaduais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 2 de março.
A decisão de paralisar as atividades a partir deste dia foi tomada por causa dos últimos ataques do governo estadual, que além dos atrasos e parcelamentos nos vencimentos mudou o calendário de pagamentos para o sétimo dia útil e enviou para a Alerj um projeto que prevê mudanças no sistema previdenciário do funcionalismo estadual. As últimas medidas, aliadas à não concessão de reajuste salarial em 2015, configuram uma redução real nos salários de educadores e vários segmentos do funcionalismo estadual.
Educadores tiveram reajuste zero em 2015
Desde o final de 2015, a categoria se encontrava em estado de greve por causa dos problemas de caixa do governador Luiz Fernando Pezão, que tem provocado sucessivos atrasos no pagamento, parcelamento do 13º salário e mudanças no calendário de pagamento e na legislação previdenciária. Desde o anúncio dos problemas do caixa estadual, os profissionais de educação deixaram claro que não iriam pagar por causa da crise econômica.
Em 2015, mesmo com o avanço da inflação, os professores e funcionários das escolas estaduais não tiveram qualquer tipo de reajuste salarial. Como se não bastasse, agora, o governador encaminhou à Assembleia Legislativa do estado (ALERJ), no dia 02/02, um projeto de lei que modifica a Previdência dos servidores, retirando direitos e aumentando a contribuição dos servidores, aposentados e pensionistas para o Rioprevidência.
Veja os detalhes desse PL:
– Reajustes salariais do funcionalismo condicionados ao aumento REAL da receita do ano anterior e, no máximo, a 70% do referido aumento real. Em outras palavras, os salários podem ficar congelados por tempo indeterminado.
– Aumento da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%.
– Revisão de todas as aposentadorias e mais rigor na análise de novos pedidos. Mudança da idade mínima para aposentadoria.
