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Nota de solidariedade do Sepe RJ ao povo da Venezuela por causa dos fortes terremotos de ontem (24/2)

O Sepe vem a público expressar a solidariedade dos profissionais de educação das redes públicas do Rio de Janeiro para com a população da Venezuela, em virtude das consequências dos fortes terremotos que abalaram o país no início da noite desta quinta-feira, dia 24 de junho. Os abalos sísmicos atingiram índices de 7,2 e 7,5 na escala Richter, utilizada para mensurar a intensidade este tipo de ocorrência e são considerados de grande intensidade pelos cientistas consultados pelos jornalistas.

Até o presente momento, o noticiário internacional contabiliza um saldo de mais de 160 pessoas mortas e quase mil feridos. As equipes de emergência trabalham para retirar sobreviventes dos escombros. Vários países estão enviando equipes para auxiliar os trabalhos de resgate. Fontes da imprensa apontam para a existência de dezenas de milhares de desaparecidos. Ao mesmo tempo, especialistas em sismologia explicam que a intensidade dos dois tremores principais pode ter provocado a morte de milhares de pessoas, dadas as características deste tipo de sismo, que atingiu muitas áreas urbanas com grande densidade populacional.
O sindicato lamenta o ocorrido, justamente num momento em que o país sul-americano se encontra acossado com as ameaças do intervencionista governo de Donald Trump contra as instituições democráticas venezuelanas. Tais ataques, justificados por uma campanha de mentiras e desinformação com clara intenção de tomada das riquezas de um país rico em petróleo e outras riquezas minerais, só servem para aumentar os graves problemas econômicos e sociais enfrentados pela chamada República Bolivariana nos últimos anos.

Por conta desse bloqueio econômico do governo norte-americano, o povo venezuelano passa, há mais de uma década, por uma crise econômica e social sem precedentes, com empobrecimento, desemprego e carência de produtos de consumo. No início deste ano, o intervencionismo americano na Venezuela atingiu o auge, quando forças aeronavais invadiram o país no dia 1º de janeiro e sequestraram o presidente eleito, Nicolás Maduro e sua mulher, a deputada Cília Flores, levados presos e mantidos até hoje em uma prisão de Nova Iorque.

A Venezuela, que já vem passando por tantas adversidades, não merece agora enfrentar mais esta tragédia humanitária provocada pelos dois terremotos que devastaram grande parte do seu território e deixaram um rastro de mortes e destruição.

Força para o povo da Venezuela!

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