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Com uma peruca loira, em nítido objetivo de provocar humilhação, Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal bolsonarista do PL, usou a tribuna da Câmara dos Deputados para declarar: “Hoje eu me sinto mulher: deputada Nicole”. Depois disso, o deputado afirmou que “as mulheres estão perdendo espaço para homens que se sentem mulheres”, um discurso que, nitidamente, tenta deslegitimar a identidade de gênero das pessoas travestis e transexuais.

Discursos distorcidos como esse só fazem aumentar as violências contra travestis e mulheres transexuais. Vale lembrar que o Brasil é o país do mundo onde mais são assassinadas travestis e transsexuais no mundo. A expectativa de vida de pessoas trans e travestis no Brasil não chega aos 30 anos da idade. Além de ter o direito a vida negado pela violência transfóbica, esse grupo também tem outros direitos humanos básicos negados, como acesso a saúde, educação e ao mercado de trabalho formal. Na educação, a exclusão de estudantes e profissionais de educação transexuais se expressa não só na violência física, mas no desrespeito ao nome social nos registros escolares e documentos oficiais, além da recusa de muitos e muitas em se dirigir a/o/e companheire com seu nome social ou pronome.

Nesse sentido, o SEPE-RJ manifesta seu apoio incondicional à população trans e repúdio ao discurso do deputado Nikolas Ferreira. Cobramos que a Câmara dos Deputados inicie o processo de cassação de Nikolas Ferreira. Por fim, exigimos a investigação e punição de Bolsonaro e todos golpistas e de todos os crimes da extrema direita contra a classe trabalhadora e os direitos humanos, uma vez que a impunidade ajuda os bolsonaristas a manter sua política e discurso contra os direitos humanos. Defendemos também políticas públicas de respeito e inclusão das pessoas trans e travestis, como campanhas permanentes de conscientização sobre a importância do respeito ao nome social e as cotas para o acesso as universidades e concursos públicos!

Secretaria de Gênero e Combate à Homofobia do SEPE-RJ

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