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O Sepe RJ e o Sinpro Rio, entidades representativas dos profissionais de educação das redes públicas e privada no estado e município RJ realizarão uma LIVE ATO de protesto conjunto nesta quinta-feira (dia 20 de agosto), às 12h, em defesa da vida e contra a proposta dos governos estadual e municipal do Rio de reabertura das escolas sem que a pandemia do coronavírus esteja devidamente controlada. O protesto em defesa da vida e contra o retorno presencial das aulas nas escolas públicas e particulares será transmitido pelas redes sociais das duas entidades sindicais. A live Ato vai denunciar a política de volta às escolas sem o aval das autoridades científicas e órgãos especializados como a Fiocruz e universidades públicas.

As redes estadual e municipal do Rio e a rede privada se encontram em greve pela vida e contra o retorno presencial às escolas. A decisão da entrada em greve foi tomada em assembleias realizadas pelo Sepe RJ e pelo Sinpro no final do mês de julho e início do mês de agosto.

Nesta quarta-feira (dia 19/8), o estado do Rio de Janeiro está superando a marca dos 200 mil casos de coronavírus, com 14.728 mortes. Na capital, são mais de 82 mil casos com 8.900 mortos. Ainda hoje, a Secretaria de Saúde do município do Rio anunciou um registro de cinco mil novos casos em 24 horas. Segundo a informações, a média móvel de novos casos diários subiu 53% e os especialistas avaliam que a alta pode ser explicada justamente pela flexibilização das medidas de isolamento social. Em alerta feito pela Fiocruz ainda no início de julho, a reabertura das escolas cariocas provocaria um aumento da circulação nas ruas de mais de um milhão de pessoas, o que poderá provocar uma verdadeira catástrofe.

Leia a nota contra as declarações do prefeito. 

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O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação RJ esclarece o seguinte, em relação às recentes falas do prefeito do município do Rio de Janeiro em que citou o sindicato nessa terça e quarta-feiras (17 e 18):

1) A diretoria do sindicato não decidiu sozinha ou por algum motivo esotérico qualquer orientar a categoria a entrar em greve e não aceitar a convocação do trabalho presencial agora nas escolas. Na verdade, a diretoria do Sepe-RJ assim o fez porque seguiu a orientação de instituições sanitárias e científicas competentes, tais como a ENSP/Fiocruz, além de pesquisadores de universidades públicas – instituições essas que vem orientando os governantes a não flexibilizarem as políticas de combate à pandemia, incluindo a manutenção das escolas fechadas;

2) A diretoria também esclarece que foi a categoria, em assembleia on-line e ouvindo a orientação emanada desses órgãos sanitários, que decidiu pela greve em defesa da vida e contra o retorno, agora, às atividades presenciais;

3) Ainda em relação à fala do prefeito, causa espanto ver que o chefe do Executivo municipal venha a público desdenhar da vida humana, em live com a secretária municipal de Educação, e afirme que não vê problemas que profissionais de 20 ou 30 anos de idade e sem aparentes comorbidades possam trabalhar e até colocar suas vidas em risco. Para piorar, com uma enorme falta de modéstia, cita seu exemplo para mostrar que se alguns colocam suas vidas em risco (no caso, ele próprio), outros podem fazê-lo também. Nesse ponto, temos que lembrar ao prefeito duas coisas: a) comparar o eventual tratamento ou mesmo os cuidados que a autoridade máxima da cidade tem ou poderá vir a ter em uma eventual contaminação com as condições daqueles que integram nossa categoria, que trabalham em escolas com infraestrutura reconhecidamente ruim para a prevenção ao Covid, é de uma maldade sem tamanho; b) é desumano, errado e até criminoso um gestor público colocar em risco as vidas dos servidores que porventura estejam inseguros de trabalhar, nas atuais condições. Lembramos que o Sepe-RJ entrou com uma Representação no MPRJ, pedindo a verificação de possível Responsabilidade Criminal do prefeito por colocar em risco as vidas dos profissionais de educação e demais integrantes da comunidade escolar ao determinar a reabertura das atividades presenciais nas escolas municipais em plena pandemia do covid.

Além disso, o Sepe afirma que, na democracia, as opiniões contrárias não podem ser tratadas como de “oposição” ou “simples politicagem”, como o prefeito disse em relação ao sindicato. Defendemos a vida e as condições de trabalho dos profissionais da educação, como de resto a Constituição nos garante esse atributo. Mas não só – e é isso que o prefeito parece não entender: não se trata “apenas” dos interesses da categoria, mas dos estudantes, pais e responsáveis. Lembramos que um estudo da Fiocruz afirma que a volta às aulas levará somente na capital cerca de 1 milhão de pessoas a mais às ruas, aumentando a aglomeração e o potencial de contágio.

Lembramos, também, que a prefeitura de São Paulo anunciou que o retorno às aulas e uso de laboratórios e bibliotecas nas escolas da rede municipal e particulares daquela cidade não ocorrerá em setembro. O prefeito de SP disse que, apesar da liberação governo estadual para algumas atividades escolares, um retorno agora representaria um aumento no número de casos de coronavírus – ou seja, significaria mais óbitos. Em resumo, a decisão da prefeitura de São Paulo vai de encontro às afirmações do prefeito carioca.

Mas há mais problemas: o prefeito do Rio afirmou em suas declarações não ver risco numa volta dos alunos, já que, segundo ele, o não fechamento do comércio e de uma série de atividades durante a pandemia não teria causado maiores problemas. Tal afirmação contraria toda a opinião da ciência sobre o assunto; ele se fia apenas no negacionismo e em opiniões que não tem amparo nos especialistas.

O Sepe repudia tais afirmações por entendermos que, num momento em que o país mantém média diária de mil mortes pela Covid-19, com mais de 108 mil óbitos totais, e órgãos especializados condenam a reabertura precipitada das escolas, não é este o momento para retomada das atividades escolares. Ao condenar a iniciativa do governo municipal de preparar a reabertura, o Sepe nada mais faz do que endossar e cumprir as determinações dos órgãos de saúde pública que também condenam a volta dos profissionais e alunos às escolas. E nossa obrigação, reafirmamos, como entidade representativa da categoria e de defesa da Educação Pública, é a de resguardar a saúde de milhares de profissionais, alunos e seus familiares.

O Sepe e os profissionais da educação respeitam e se preocupam com as crianças. Tanto que nossa primeira preocupação é não expô-las, e nem suas famílias ao risco de contágio. Postura essa, que vai de encontro a da prefeitura, que flexibilizou o isolamento e reabriu precipitadamente a cidade de forma irresponsável, para atender aos interesses do mercado.

Entendemos que não é a hora de retornar, pois a pandemia ainda não está controlada. Acreditamos que a categoria continuará a manter essa posição até que as instituições referenciais nesse tema entendam ser possível o retorno das escolas.

SEPE RJ – SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

ATO LIVE SEPE/SINPRO RIO NESSA QUINTA, 12H

Nessa quinta-feira, dia 20, às 12h, o Sepe e o Sinpro-Rio farão ato/live conjunto em defesa da vida, transmitido pelas nossas redes sociais – FOTO AO LADO

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O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação RJ esclarece o seguinte, em relação às recentes falas do prefeito do município do Rio de Janeiro em que citou o sindicato nessa terça e quarta-feiras (17 e 18):

1) A diretoria do sindicato não decidiu sozinha ou por algum motivo esotérico qualquer orientar a categoria a entrar em greve e não aceitar a convocação do trabalho presencial agora nas escolas. Na verdade, a diretoria do Sepe-RJ assim o fez porque seguiu a orientação de instituições sanitárias e científicas competentes, tais como a ENSP/Fiocruz, além de pesquisadores de universidades públicas – instituições essas que vem orientando os governantes a não flexibilizarem as políticas de combate à pandemia, incluindo a manutenção das escolas fechadas;

2) A diretoria também esclarece que foi a categoria, em assembleia on-line e ouvindo a orientação emanada desses órgãos sanitários, que decidiu pela greve em defesa da vida e contra o retorno, agora, às atividades presenciais;

3) Ainda em relação à fala do prefeito, causa espanto ver que o chefe do Executivo municipal venha a público desdenhar da vida humana, em live com a secretária municipal de Educação, e afirme que não vê problemas que profissionais de 20 ou 30 anos de idade e sem aparentes comorbidades possam trabalhar e até colocar suas vidas em risco. Para piorar, com uma enorme falta de modéstia, cita seu exemplo para mostrar que se alguns colocam suas vidas em risco (no caso, ele próprio), outros podem fazê-lo também. Nesse ponto, temos que lembrar ao prefeito duas coisas:

a) comparar o eventual tratamento ou mesmo os cuidados que a autoridade máxima da cidade tem ou poderá vir a ter em uma eventual contaminação com as condições daqueles que integram nossa categoria, que trabalham em escolas com infraestrutura reconhecidamente ruim para a prevenção ao Covid, é de uma maldade sem tamanho;

b) é desumano, errado e até criminoso um gestor público colocar em risco as vidas dos servidores que porventura estejam inseguros de trabalhar, nas atuais condições. Lembramos que o Sepe-RJ entrou com uma Representação no MPRJ, pedindo a verificação de possível Responsabilidade Criminal do prefeito por colocar em risco as vidas dos profissionais de educação e demais integrantes da comunidade escolar ao determinar a reabertura das atividades presenciais nas escolas municipais em plena pandemia do covid.

Além disso, o Sepe afirma que, na democracia, as opiniões contrárias não podem ser tratadas como de “oposição” ou “simples politicagem”, como o prefeito disse em relação ao sindicato. Defendemos a vida e as condições de trabalho dos profissionais da educação, como de resto a Constituição nos garante esse atributo. Mas não só – e é isso que o prefeito parece não entender: não se trata “apenas” dos interesses da categoria, mas dos estudantes, pais e responsáveis. Lembramos que um estudo da Fiocruz afirma que a volta às aulas levará somente na capital cerca de 1 milhão de pessoas a mais às ruas, aumentando a aglomeração e o potencial de contágio.

Lembramos, também, que a prefeitura de São Paulo anunciou que o retorno às aulas e uso de laboratórios e bibliotecas nas escolas da rede municipal e particulares daquela cidade não ocorrerá em setembro. O prefeito de SP disse que, apesar da liberação governo estadual para algumas atividades escolares, um retorno agora representaria um aumento no número de casos de coronavírus – ou seja, significaria mais óbitos. Em resumo, a decisão da prefeitura de São Paulo vai de encontro às afirmações do prefeito carioca.

Mas há mais problemas: o prefeito do Rio afirmou em suas declarações não ver risco numa volta dos alunos, já que, segundo ele, o não fechamento do comércio e de uma série de atividades durante a pandemia não teria causado maiores problemas. Tal afirmação contraria toda a opinião da ciência sobre o assunto; ele se fia apenas no negacionismo e em opiniões que não tem amparo nos especialistas.

O Sepe repudia tais afirmações por entendermos que, num momento em que o país mantém média diária de mil mortes pela Covid-19, com mais de 108 mil óbitos totais, e órgãos especializados condenam a reabertura precipitada das escolas, não é este o momento para retomada das atividades escolares. Ao condenar a iniciativa do governo municipal de preparar a reabertura, o Sepe nada mais faz do que endossar e cumprir as determinações dos órgãos de saúde pública que também condenam a volta dos profissionais e alunos às escolas. E nossa obrigação, reafirmamos, como entidade representativa da categoria e de defesa da Educação Pública, é a de resguardar a saúde de milhares de profissionais, alunos e seus familiares.

O Sepe e os profissionais da educação respeitam e se preocupam com as crianças. Tanto que nossa primeira preocupação é não expô-las, e nem suas famílias ao risco de contágio. Postura essa, que vai de encontro a da prefeitura, que flexibilizou o isolamento e reabriu precipitadamente a cidade de forma irresponsável, para atender aos interesses do mercado.

Entendemos que não é a hora de retornar, pois a pandemia ainda não está controlada. Acreditamos que a categoria continuará a manter essa posição até que as instituições referenciais nesse tema entendam ser possível o retorno das escolas.

SEPE RJ – SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

ATO LIVE SEPE/SINPRO RIO NESSA QUINTA, 12H

Nessa quinta-feira, dia 20, às 12h, o Sepe e o Sinpro-Rio farão ato/live conjunto em defesa da vida, transmitido pelas nossas redes sociais – FOTO AO LADO

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