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O deputado Rodrigo Amorim (PSL) deu entrada na Alerj com o Projeto de Lei nº 1797/2019, que tem por objetivo trocar o nome do Colégio Estadual Paulo Freire, localizado no bairro do Cachambi, na capital. O deputado Amorim não cansa de dar mostras de comportamento antidemocrático e violento. Ele já invadiu escolas para filmar e intimidar alunos e professores – como ocorreu na unidade São Cristóvão do Colégio Pedro II – e ficou conhecido por ser um dos então candidatos que quebraram uma placa homenageando a vereadora Marielle Franco durante a campanha eleitoral de 2018, na cidade de Petrópolis. Rodrigo Amorim também é ferrenho apoiador do projeto Escola sem Partido, que pretende acabar com o direito à livre expressão dos profissionais em sala de aula.

Agora, a justificativa de Amorim para mais esta intromissão na Educação com a troca de nome do CE Paulo Freire “é homenagear a policial Militar Alda Rafael Castilho”. Alda era integrante de uma das UPP’s do Complexo do Alemão e foi morta em confronto com traficantes da área em 2014. Mas todos sabemos que o deputado, assim como os membros do seu partido e da corrente da sociedade que apoia as ideias estapafúrdias do dito filósofo Olavo de Carvalho seguidas ao pé da letra por Bolsonaro e integrantes da cúpula do governo – entre eles o ministro da Educação Abraham Weintraub – que o problema deles é com Paulo Freire. Freire se consagrou como um educador de matriz esquerdista, com o seu trabalho reconhecido internacionalmente e virou um alvo dos ataques de Olavo de Carvalho, Bolsonaro e seus seguidores.

Como profissionais de educação, não podemos aceitar tal tipo de intromissão no cotidiano escolar. Por ser totalmente descabida a justificativa do deputado Amorim e por tais iniciativas representarem uma ameaça à democracia nas escolas e um desrespeito para com um educador que passou a sua vida lutando para levar a educação aos pobres e desfavorecidos da nossa sociedade, o Sepe convoca a comunidade escolar e toda a sociedade para lutar pela manutenção do nome de Paulo Freire no lugar onde sempre deve estar: numa das mais de 1.400 escolas da rede estadual do Rio de Janeiro. O PL de Amorim foi apresentado à Alerj no dia 19 de dezembro, e, agora, deve passar pelas Comissões de Constituição e Justiça e de Educação da Alerj.

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