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Escolas do Rio das Pedras e de áreas do entorno vivem há 10 dias no meio da guerra entre quadrilhas rivais

Há mais de uma semana, os moradores da região do Rio das Pedras e das demais áreas do entorno desta favela em Jacarepaguá vivem sobressaltados com os sucessivos confrontos diários entre quadrilhas de traficantes e de milicianos pelo controle de uma das maiores favelas da cidade. O confronto desnuda toda a incompetência da prefeitura do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Educação para garantir a segurança das comunidades escolares e as pressões sofridas pelas direções das escolas para manterem suas unidades abertas mesmo com risco de vida real para professores funcionários e crianças.

A Regional VI do Sepe tem recebido uma série de denúncias e apelos desesperados de profissionais de educação e de membros de comunidades escolares da região, relatando que as crianças não conseguem chegar às escolas por causa das ameaças de tiroteio entre os bandos e das operações policiais enviadas para tentar, em vão, conter os conflitos.

Os profissionais de educação reclamam da falta de um protocolo mais específico da Secretaria Municipal de Educação (SME RJ) a respeito do fechamento das unidades escolares em caso de ocorrência de confrontos entre bandidos ou de operações policiais que envolvam tiroteios.

O clima de terror faz com que moradores, profissionais e alunos das escolas vivam sem saber quando vai acontecer o próximo confronto, seja com traficantes e milicianos ou das operações policiais numa vã tentativa de controlar a situação.

Com isso, o prejuízo pedagógico para os alunos não conseguem chegar nas escolas e, quando chegam, têm o dia a dia prejudicado pelos tiroteios e constantes ameaças de invasão. Os profissionais destas unidades localizadas nestes locais ficam sem saber o que fazer em meio às ordens desencontradas partidas da prefeitura, SME ou das CREs, que não definem o protocolo de fechamento por causa dos riscos e, pior ainda, ficam pressionando as direções a manterem as portas abertas utilizando a vida da categoria e das crianças de forma política e eleitoreira.

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