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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), à qual o Sepe é filiado, fez nota pública contra o Projeto de Lei nº 1.007/2025, da deputada federal bolsonarista Clarissa Tércio (PP/PE), em tramitação no Congresso e que propõe, na prática, excluir o ensino de história afro-brasileira e indígena do currículo de escolas públicas e privadas do país, alterando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que estrutura o ensino brasileiro.

Logo em seu artigo 1º, o Projeto de Lei quer tornar “voluntário”, nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, “a participação no estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”.

Além disso, em uma demonstração de todo o preconceito dela, a deputada trata o estudo da história dos povos originários e pretos como “crença”.

A seguir, leia a nota:

NOTA PÚBLICA DA CNTE

Os educadores brasileiros repudiam mais uma tentativa de impor censura à escola e ao educador por um projeto de lei medieval e draconiano

Os/as educadores/as brasileiros/as manifestam o seu mais veemente repúdio ao Projeto de Lei nº 1.007/2025, de autoria da Deputada Clarissa Tércio (PP/PE), em tramitação na Câmara dos Deputados. A referida proposta legislativa representa um dos mais graves ataques à educação pública nas últimas décadas. Para não ficarmos presos ao fato de sua proponente já ter se envolvido em polêmicas e controvérsias, como a de tentar impedir um aborto legal em uma garota de 10 anos, vítima de um brutal estupro em Recife, ou de ser da turma que defendeu a cloroquina para tratamento nos tempos da pandemia da COVID-19 no Brasil, ou mesmo de ter sido transfóbica e, por isso, até condenada pela Justiça, vamos aos fatos e argumentos que interessam.

O PL 1.007/2025 atenta diretamente contra as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornaram obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena. Essas leis não são meras opções curriculares, mas instrumentos de reparação histórica e de combate ao racismo estrutural. Tentar flexibilizar ou desidratar esses conteúdos é uma negação da própria identidade que constitui a base da formação brasileira.

A proposta do PL, ao falar em “participação voluntária” em projetos ou temas curriculares, desvirtua o papel da escola pública. A escola não é um espaço de extensão domiciliar, mas sim um lugar de construção de conhecimento científico, histórico e, sobretudo, plural. Ao permitir que o currículo seja fragmentado por escolhas individuais, o projeto anula a função da escola como espaço de formação cidadã e de acesso ao saber universal.

O currículo escolar não pode, sob hipótese alguma, ser submetido a escolhas baseadas em convicções pessoais, religiosas ou ideológicas de indivíduos ou das famílias. A educação brasileira é regida por Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e por uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que visam garantir uma formação integral, crítica e plural. O direito do estudante de aprender sobre a complexidade do mundo prevalece sobre o desejo de responsáveis de isolá-los do pensamento divergente.

O teor deste projeto abre precedentes perigosos para a censura pedagógica. Ao intimidar o corpo docente e permitir a exclusão de temas fundamentais, o PL promove o negacionismo e a invisibilização de lutas sociais e fatos históricos. Uma educação que nega a história é uma educação que compromete o futuro da democracia. Exigimos que a Câmara dos Deputados priorize o direito constitucional de crianças e jovens a uma educação que promova a tolerância, o respeito à diversidade e o rigor científico. O PL 1.007/2025 é inconstitucional em sua essência e prejudicial em sua aplicação.

Educação não é privilégio de escolha, é direito de cidadania!

Brasília, 17 de março de 2026

Direção Executiva da CNTE

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No início de março, os profissionais de educação conquistaram duas importantes vitórias junto ao Poder Judiciário, segundo informações constantes em um boletim eletrônico da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Em especial, a que fala sobre a questão do recreio e do tempo extraclasse, tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). 

A primeira delas é a consolidação no Superior tribunal de Justiça (STJ) de que os períodos de recreio e de intervalo entre as aulas (hora-aula) integram a jornada de interação com os estudantes, mesmo fora de sala de aula, e não podem ser computados para fins de hora-atividade.

A Lei do Piso Nacional (11.7387/2008), que dispõe sobre o piso do magistério, estabeleceu um mínimo de 1/3 da jornada para planejamento, correção de provas e trabalhos etc. Este entendimento foi reiterado numa recente decisão referente ao mandado de segurança 71.515, do Estado do Paraná, oriundo da 1ª Turma do STJ. E mesmo não tendo aplicação automática em todo o país ajuda a pavimentar o entendimento no Tribunal sobre a questão.

Embora caiba recurso do governo do Paraná, o voto do relator tende a se confirmar, pois segue a direção da decisão da Segunda Turma. O Departamento Jurídico do Sepe já está estudando esta decisão para ver uma forma de garantir o cumprimento da Lei para os profissionais das redes públicas do Rio de Janeiro.

A outra decisão importante para a Educação foi tomada pelo ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a conversão da Escola Estadual 14 de Fevereiro, de Pontes de Lacerda (MT) em mais uma unidade cívico- militar.

Trata-se da primeira decisão do STF que veta a implantação deste tipo de escola no país.

Com CNTE

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Em eleições realizadas na noite de ontem (17) os delegados e delegadas do 35º Congresso da CNTE elegeram a Chapa 10 “Unidade para Lutar e Conquistar” com 93,76% dos votos no pleito para a escolha da Direção Executiva e o Conselho Fiscal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para o quadriênio 2026–2030. Com o resultado, Fátima Silva assume a presidência da entidade, dando início a um novo ciclo de lutas à frente da maior confederação de trabalhadores em educação da América Latina. A divulgação do resultado ocorreu na manhã deste domingo (18), último dia de realização do evento.

A chapa vencedora reúne uma aliança de forças políticas — entre elas ARTSIND, CSD, CTB, AE, MS, Avante, Intersindical e Bloco Alternativo — e assume com o compromisso de fortalecer a unidade da categoria diante dos desafios da conjuntura política e educacional. O Sepe RJ está representado na nova diretoria da Confederação com as professoras Odisseia Pinto de Carvalho e Izabel Costa.

Também disputou o pleito a Chapa 20 – CNTE com Independência de Classe e Luta, formada por Educadores PSTU – CSP Conlutas, MLS, Democracia e Luta, Lute, CIP, CUT Pode Mais, OSL, MLC, CPE, Revolução Brasileira, Nossa Classe, Unidade Classista, Oposição Revolucionária e independentes.

Fátima Silva será a segunda mulher a presidir a CNTE em toda a história da entidade, após Juçara Dutra Vieira (2002–2008). Por isso sua assunção ao cargo tem um peso simbólico para uma categoria fomada majoritariamente por mulheres.

“Não se trata apenas de ocupar um cargo, mas de reafirmar que as mulheres têm voz, têm história e têm papel central na luta sindical e na construção da educação pública brasileira”, afirmou Fátima Silva.

Em seu discurso neste domingo, durante a cerimônia de encerramento do 35º  Congresso, a nova presidenta lembrou a sua trajetória  no magistério na cidade de Coronel Sapucaia (MS) e origem como dirigente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), cargo que ocupou por dois mandatos.  Também lembrou que a luta contra o neoliberalismo e avanço da extrema-direita e e do imperialismo não será fácil.

“não viveremos dias fáceis e em calmaria. Por isso, precisamos estar juntos e nos apoiar, alimentar a esperança, estar presentes na nossa base social, porque é de lá que vem a nossa força”, afirmou a nova presidenta da CNTE. Entre as prioridades anunciadas estão a resistência à Reforma Administrativa, a garantia do Piso Salarial Profissional Nacional com repercussão na carreira e a defesa da liberdade de cátedra.


Veja a relação da nova diretoria da CNTE no PDF abaixo:
https://seperj.org.br/wp-content/uploads/2026/01/relacao-cnte.pdf

Com: Imprensa da CNTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Neste sábado (17) o 35º Congresso da CNTE teve continuidade, com os Grupos de Trabalho (Conjuntura, Educacional, Sindical, Políticas Permanentes, Balanço e Plano de Lutas), que aconteceram em auditórios espalhados pelo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Na parte da tarde, serão realizadas plenárias deliberativas sobre os seguintes tópicos: Conjuntura Internacional, Conjuntura Nacional e Política Sindical. A partir das 17h, haverá a apresentação das chapas para a Direção Executiva e Conselho Fiscal. Das 18 às 22h, serão realizadas as eleições para a direção e conselho fiscal da CNTE.

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No Segundo dia de atividades do 35º Congresso da CNTE, a parte da manhã foi iniciada com uma atividade cultural, seguida do painel “Política Educacional”, comandada pelo médico e neurocientista, Miguel Nicolelis e pela professora e senadora Teresa Leitão (PT).

Os trabalhos da tarde foram abertos com o painel “Política Sindical”, com a participação de diretores das maiores centrais sindicais do país (CUT, CTB, INTERSINDICAL E CSP-CONLUTAS). No fim da tarde, o Painel “Diversidade e Sustentabilidade” foi comandado pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo e contou com a mediação da coordenadora geral do Sepe Izabel Costa.

A ministra Macaé Evaristo defendeu as políticas do governo federal em relação às iniciativas visando a preservação ambiental e citou a realização da COP 30 na cidade de Belém do Pará no final do ano passado como um reconhecimento do papel importante do Brasil e da Amazônia para a preservação do meio ambiente de forma sustentável. A ministra também falou da questão do aumento dos feminicídios no Brasil nos últimos anos e puxou uma manifestação do plenário contra o assassinato das mulheres motivados pelo ódio.

 

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  1. Brasília;
 
Com a participação de mais de dois mil delegados e delegadas das 64 entidades filiadas, começa hoje, dia 15 de janeiro, o 35 Congresso da CNTE.

Com o tema “Educação, Democracia, Sustentabilidade e Soberania, o evento está sendo realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

A abertura do 35 Congresso da CNTE acontecerá às 16h desta quinta feira, dia 15 de janeiro. Até o dia 18, os educadores e educadoras estarão discutindo temas importantes para a luta pela escola pública, democrática, gratuita e de qualidade para todos, assim como estratégias e mobilização para garantir a democracia e a soberania do Brasil.

Após a abertura, será realizada uma palestra com a professora Angela Carrato, do Departamento de Comunicação Social da UFMG, que apresentará uma análise de conjuntura.
A partir das 18:30, haverá uma plenária para aprovação do regimento do Congresso e alterações estatutárias.

O Sepe RJ está participando do 35 Congresso da CNTE, com uma delegação composta por cerca de 200 delegados, representando todos os núcleos municipais e regionais do sindicato. Trata-se de um momento, histórico, que marca a participação da entidade num congresso da CNTE, após a volta do Sepe para a Confederação, após decisão do último Congresso de Educação do Sepe RJ.
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A CNTE realizará, de 15 a 18 de janeiro, o seu 35º Congresso, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. No evento, representações de entidades representativas dos profissionais da educação  com educadores e educadoreas de todo o país estarão reunidas para debater os rumos da educação pública, fortalecer a democracia e defender a sustentabilidade e a soberania nacional.

O Sepe RJ estará representado no 35º Congresso da CNTE com uma delegação composta de profissionais de educação das redes públicas de todo o estado do Rio de Janeiro.

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O juiz Guilherme Leite Roriz, da Vara Única do município de Colniza, Mato Grosso, decretou na audiência de custódia realizada na segunda-feira (24) a prisão preventiva do subtenente aposentado da Polícia Militar e diretor da Escola Militar Tiradentes daquele município, Elias Ribeiro da Silva, acusado de matar a tiros o jovem Claudemir Sá Ribeiro, na noite de domingo (23), em um bar da cidade.

O crime foi registrado por câmeras de segurança. Nas imagens, Elias é visto indo até a mesa onde a vítima estava sentada com amigos. Após poucos segundos de conversa, Elias saca a arma e atira no rapaz. Ele fugiu do local, mas foi preso em flagrante momentos depois.

Na decisão, o juiz afirmou que a prisão preventiva se faz necessária diante da “gravidade do crime”, uma vez que o policial tirou a vida da vítima a “sangue frio” sem chances de reação.

O magistrado ainda classificou a conduta de Elias como “reprovável do ponto de vista social e da civilidade”.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), à qual o Sepe é filiado, fez nota de protesto contra o crime, demarcando o fato de que o assassino é diretor de uma escola estadual militarizada: “Um tenente da Polícia Militar do Estado do Mato Grosso, diretor de uma escola estadual militarizada, mata a sangue frio, em um bar da cidade de Colniza, o jovem Claudemir Ribeiro, de apenas 26 anos. O futuro promissor do jovem, que em 2019 construiu sua própria aeronave com um motor de um Fusca, foi abreviado na noite do último domingo, dia 23, pelo embriagado Tenente da Polícia Militar, Elias Riberio da Silva que, por acaso, é diretor de uma escola estadual militarizada”.

A nota segue da seguinte forma: “É fundamental o afastamento e prisão imediatos desse tenente assassino. Nunca deveria estar em uma instituição de ensino, como sempre alertou amplos segmentos do movimento educacional brasileiro sobre essa onde crescente de militarização das escolas. Tampouco esse sujeito não pode ocupar nenhuma posição na Polícia Militar, uma força de segurança pública que deveria prezar pelo equilíbrio e bom senso de seus componentes”.

A nota da CNTE pode ser lida aqui.

Informações da CBN Cuiabá.

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), à qual o Sepe é filiado, fez nota de solidariedade aos profissionais de educação das redes municipais de Teresópolis, Cabo Frio, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Belford Roxo, que não receberam o 13º até 20/12, data limite para o pagamento. A nota inclusive demarca que os educadores de Belford Roxo estão com dois meses de salários atrasados.

“Como é possível, no ano de 2024, ainda termos prefeitos e prefeitas que simplesmente decidem atrasar o pagamento dessa remuneração extra que, por direito conquistado depois de muita luta social, cabe a toda trabalhadora e trabalhador desse país” – afirma trecho da nota.

A nota da CNTE pode ser lida neste link.

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O Sepe se solidariza com os profissionais das escolas estaduais e com a professora Walkiria Olegário Mazeto, presidente da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná e repudia o pedido de prisão contra ela por parte da Procuradoria Geral do Estado do Paraná feito nesta terça-feira (dia 4), incluindo o aumento de multa diária para R$ 10 mil. A PGE-PR cumpriu uma determinação do governador do estado, Ratinho Júnior (PSD-PR), numa tentativa clara de reprimir e acabar com a greve dos professores contra a privatização de escolas da rede estadual do Paraná.

A greve havia sido deflagrada após a aprovação em regime de urgência pela Assembleia Legislativa, no dia 03 de junho, de um projeto de lei que abre as portas para a privatização da educação pública no estado. Apesar da mobilização dos educadores apoiados pelos estudantes, o projeto avançou e foi aprovado pelos deputados, mesmo com o plenário ocupado por manifestantes e com um acampamento montado na frente do parlamento paranaense. A pressão da categoria foi tanta que os deputados tiveram que realizar uma votação remota e, por 39 votos a favor e 13 contrários o projeto de lei foi aprovado.

A postura antidemocrática de Ratinho Júnior não chega a causar estranheza para os profissionais de educação do Rio de Janeiro. Ano passado, o governador Cláudio Castro (PL) também utilizou a Justiça para tentar barrar a forte greve da educação estadual em nosso estado, através de multas individualizadas para os coordenadores-gerais do Sepe com valores altos. Neste ano, a Justiça obrigou o Sepe a pagar uma multa de quase R$ 1milhão, relativa a uma greve da rede estadual no ano de 2016, num novo ataque ao direito de greve da categoria efetuado pela Justiça estadual com clara ligação com a vontade do governo do estado.

Vivemos tempos difíceis, mas a nossa luta em favor de uma Educação pública, gratuita e de qualidade para todos vale a pena. Não vamos aceitar que governos ligados ao conservadorismo e à extrema direita continuem fazendo uso do poder desproporcional do Estado, atacando a escola pública e os trabalhadores da Educação, através dos seus projetos privatistas e atitudes arbitrárias e claramente ilegais. Todo o apoio à greve da rede estadual no Paraná e para a presidenta da APP-Sindicato em sua luta contra os ataques do governador Ratinho Júnior.

SEPE RJ – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro

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