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O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, informou à direção do Sepe que está analisando conceder, até o fim deste ano, a recomposição das perdas salariais mais recentes de todos os servidores, estimadas por ele em cerca de 4,6% – seria uma recomposição além daquela já anunciada de 11,5% e que será paga em duas parcelas. A declaração foi feita durante um rápido encontro com a direção do Sepe e representantes de outras categorias do funcionalismo, realizado por volta das 22h desta quinta-feira (9), no Tribunal de Justiça.

O governador também anunciou que será publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (10) uma série de medidas relacionadas às demandas que vêm sendo discutidas com o Sepe e os demais servidores. Embora não tenha detalhado o conteúdo da publicação, afirmou que receberá o sindicato novamente em breve para dar continuidade às negociações.

Na rápida reunião, realizada em frente à sala da Presidência do Tribunal de Justiça, o Sepe cobrou o avanço de reivindicações já apresentadas à gestão de Ricardo Couto, entre elas a regularização da situação da Animação Cultural, a migração dos professores Doc 2, a atualização das gratificações (transporte e alimentação), a correção da situação dos funcionários que recebem abaixo do salário mínimo, a situação funcional dos servidores da DIESP e a anistia dos dias descontados em razão das greves. O governador reafirmou o compromisso de manter as negociações com o sindicato.

A direção do Sepe permaneceu no Tribunal de Justiça desde antes das 16h desta quinta-feira, aguardando a audiência previamente agendada com o governador, que acabou não sendo realizada. Em seu lugar, ocorreu apenas a rápida conversa relatada acima, quase às 22h. O sindicato aguardará a publicação do Diário Oficial para analisar seu conteúdo e solicitar uma nova audiência com o governador. Paralelamente, o Sepe segue em negociação com a SEEDUC e já tem uma nova audiência marcada para o dia 5 de agosto.

 

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A direção do Sepe teve audiência nesta quarta-feira (08/07) com a superintendente de Gestão de Pessoas (SUPGP), da Subsecretaria de Administração (SUBAD), da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC-RJ), Monica Longobardi. Diversos assuntos importantes foram discutidos, com boas novas para a categoria. Uma próxima audiência já está agendada para o dia 5 de agosto, às 14h, para tratar dos assuntos pendentes e ver as questões encaminhadas. O Sepe também está em contato para agendar reunião com a Secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.

Uma nova audiência com o governador Ricardo Couto está agendada para esta quinta-feira, 09 de julho, na qual o Sepe, entre outras reivindicações, reforçará o pedido pelo piso aplicado no vencimento inicial da carreira, independentemente do julgamento do tema no STF, além de lembrar a questão dos animadores, dos funcionários que recebem menos do que o salário mínimo e da migração dos docentes 2.

A seguir, os pontos de pauta discutidos na audiência desta quarta-feira (08/07):

– Reajuste da complementação: o governo estadual publicou no Diário Oficial desta quarta-feira, 08 de julho, o Decreto nº 50.361, que atualiza o valor da complementação remuneratória dos(as) professores(as) da rede estadual, acompanhando a correção do valor do piso nacional do magistério ocorrida em janeiro de 2026. A medida havia sido antecipada pelo governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, em audiência com o Sepe e outros sindicatos no dia 03/07.O reajuste da complementação vira retroativo no proximo pagamento para os níveis 3, 4 e 5 do plano de carreira.

– Animação Cultural: a representante da SUBAD vai averiguar se a animação cultural terá direito à recomposição salarial. Outros temas relativos aos animadores e já encaminhados em audiências anteriores serão discutidos amanhã junto ao governador e na audiência de agosto;

– Funcionários EX-FAEP: o processo de migração desses servidores para o quadro da FAETEC encontra-se no Gabinete da secretária Luciana Calaça; está sendo realizado o estudo para o enquadramento desses profissionais na tabela salarial da Fundação. Atualmente, cerca de 3.700 servidores ativos aguardam a conclusão desse processo;

– Migração Professores Doc II: já foi feito um estudo do orçamento para a implementação da migração e que está, atualmente na Subsecretaria Executiva e Gestão Integrada (SUBEX), em tramitação interna também;

– Abono das paralisações e greves: o processo das datas que faltam para serem abonadas está tramitando na Assessoria Jurídica da SEEDUC;

– Pagamento das Pecúnias: o primeiro lote referente às Licenças Prêmios que não foram gozadas pelos servidores será pago na folha salarial corrente. São três lotes que já estão prontos para serem pagos. O segundo lote sai até agosto também direto pra conta do servidor. O terceiro lote ainda não tem data. Além desses três lotes existem outros. É importante que o servidor que já se aposentou ou está prestes a se aposentar e que não usufruiu das licenças especiais a que tem direito dê entrada, o quanto antes, no processo de Pecúnia, na unidade em que se aposentou ou à respectiva Coordenadoria Regional Metropolitana.

– Produtividade para Aposentados: em relação aos 400 aposentados que têm direito ao recebimento da bonificação de R$ 3 mil prevista no decreto de produtividade, a SEEDUC informou que o estudo para viabilizar a efetivação desse pagamento encontra-se em análise na Secretaria de Planejamento (SEPLAG). Quanto à devolução do Imposto de Renda descontado sobre essa bonificação, ainda não há definição. A SEEDUC manifestou-se favoravelmente à restituição desses valores aos aposentados e, segundo a representante da Secretaria na audiência, estão sendo feitas articulações junto à SEPLAG para que seja liberado esse imposto retido;

– Reajuste da Gratificação de Lotação Prioritária (GLP): o processo encontra-se na SUBAD e voltará a ser discutido na próxima audiência. O valor da GLP está defasado, e o Sepe defende sua atualização de acordo com o nível de enquadramento de cada professor no Plano de Carreira. O sindicato também reivindicou que a gratificação seja reajustada com base na recomposição salarial que será paga em duas parcelas neste ano e que esse percentual incida sobre a remuneração total do professor;

– Pagamento do 1/3 de férias do meio do ano: o pagamento vai sair em folha suplementar;

– Corregedoria da SEEDUC: o Sepe também se comprometeu a enviar aos novos integrantes da Corregedoria e à Secretaria de Educação, uma listagem de pedidos de revisão de processos administrativos contra uma série de companheiros. O sindicato enviará para o Gabinete da secretária uma cópia pra dessa lista.

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Nesta sexta-feira, 03 de julho, o governador interino, Ricardo Couto, recebeu representantes dos sindicatos da Educação — Sepe, Asduerj, Sintuperj e Sindfaetec — para debater as pautas específicas das categorias. A reunião ocorreu no Tribunal de Justiça e teve início por volta das 18h, com o anúncio de uma medida imediata para rede estadual – a correção do valor do piso nacional, cujo complemento é pago aos níveis 3, 4 e 5 das tabelas docentes da rede.

Inicialmente, Couto anunciou a ampliação do prazo para que o governo estadual possa atender a demandas de caráter econômico sem ferir a legislação eleitoral, que passou do dia 04 para o dia 10 de julho. Também informou que está em estudo um ajuste no decreto da recomposição salarial, cuja primeira parcela será paga em agosto. Segundo ele, a medida permitiria que os 11,56% fossem aplicados sobre toda a remuneração (incluindo os triênios), e não apenas sobre o vencimento-base e algumas gratificações, como prevê o decreto atual.

Em relação à pauta apresentada pelo Sepe em audiências anteriores, Couto anunciou o atendimento de uma reivindicação importante, que terá impacto imediato para parte dos docentes da rede estadual que estão nos níveis iniciais da carreira e recebem abaixo do piso nacional. O governo publicará neste sábado, 4 de julho, um decreto com o complemento necessário para garantir o valor do piso nacional do magistério. 

O ex-governador Cláudio Castro (PL) não implementou a atualização do piso nacional do magistério, mantendo o valor de 2025, de R$ 4867,77, enquanto o piso nacional de 2026 já é de R$ 5.130,63, considerando a jornada de 40 horas semanais. A atualização do complemento representará o pagamento da diferença.

O governador afirmou ainda que está analisando outros pontos específicos da pauta da educação básica e demonstrou otimismo quanto à construção de uma solução para os profissionais que atualmente recebem vencimento-base inferior ao salário mínimo. Afirmou que a situação dos animadores culturais “já está sendo resolvida”. Segundo ele, os estudos sobre esses dois temas estão evoluindo, e a expectativa é apresentar propostas na próxima audiência, com base nas análises de impacto financeiro.

A audiência conjunta permitiu pouco tempo para o debate específico das pautas de cada categoria. Uma nova reunião com os sindicatos ficou agendada para 9 de julho, às 16h. O Sepe considera necessário que haja mais tempo para o debate e solicitou audiências específicas por categoria, de modo a garantir a participação completa das representações sindicais e o aprofundamento dos debates.

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Animadores resistem, recebendo salários abaixo do mínimo, sem direito à recomposição salarial, sem cargos na estrutura da SEEDUC e enfrentando dificuldades para se aposentar

1 – Animadores recebem menos do que o salário mínimo

O vencimento-base é de R$ 1.260,78. Fora isso, recebem somente uma gratificação de R$ 300, criada no fim dos anos 1990 e nunca reajustada — da mesma forma que o salário. Em 1994, os animadores culturais recebiam 80% do vencimento-base inicial do DOC II 40h, o que hoje alcançaria R$ 1.800,88.


2 – Não têm direito à recomposição salarial

Animadores não estão enquadrados na SEEDUC e nem possuem plano de carreira. Permanecem em cargos em comissão e, por isso, não têm acesso ao que determina a Lei da Recomposição Salarial (2017-2021). Eles não receberam a primeira parcela – 13,05% em 2022 – e, caso nada seja feito, ficarão sem as parcelas de agosto e novembro, de 5,62% cada. O Sepe negocia com o governo uma solução jurídica para que os animadores possam receber as parcelas da recomposição salarial.

3 – Sem cargo e carreira na SEEDUC, vivem ameaçados

Apesar de aprovados em uma seleção pública (com Análise de currículo, curso de formação de 680 horas na UERJ e prova final), os animadores permanecem desde 1994 em cargos em comissão, lotados na Seeduc. Por isso, em vários momentos, como em 2011 e 2023, o governo estadual tentou exonerá-los e o tema foi parar na Justiça. A mobilização dos animadores e do Sepe garantiu um acordo com o governo para manter os cerca de 300 profissionais em atividade. O acordo ainda precisa ser informado à Justiça.

4 – Muitas dificuldades para se aposentar

Cerca de 300 animadores atuam nas escolas da rede estadual, atendendo uma média de 1.800 alunos, especialmente nos CIEPs. No entanto, todos enfrentam dificuldades para comprovar o tempo trabalhado, com a contribuição prevideciária só tendo iniciado em 2005. Há contribuições também entre 1994 e 1998, para o ISERJ, mas não computadas. Desta forma, existe um “limbo” de cerca de uma década, que atrasa as aposentadorias.
Cerca de 180 animadores precisariam trabalhar mais 15 anos para se aposentar. Outros 60 animadores culturais precisarão esperar mais 10 anos.

5 – Grupo de Trabalho produziu relatório sobre a animação

Após muita luta, em setembro de 2024, a SEEDUC criou um Grupo de Trabalho com o Sepe e os animadores, através da Resolução 6286. O GT realizou dez reuniões, até novembro de 2025, que resultaram em um relatório com diagnóstico e propostas, como textos para um Decreto e um Projeto de Lei que criariam o cargo e corrigiriam os salários, retomando o patamar anterior e garantindo progressões, etc. O documento é fundamental e foi entregue aos deputados e pelo Sepe ao governador em exercício, Ricardo Couto, buscando uma solução.

Baixe o Relatório do Grupo de Trabalho (GT)
Relatorio_Final_GT_Animadores_VF

 

 
 
 
 
 
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O Sepe publicou uma nova edição do boletim, após o anúncio e a publicação do decreto do governador em exercício, Ricardo Couto, que garante o pagamento das duas parcelas da recomposição salarial ao funcionalismo, em agosto e novembro. A publicação traz tabelas elaboradas pelo Dieese/Sepe, com a simulação do vencimento-base após a primeira e a segunda parcela.

O estudo traz também simulações do pagamento com o piso nacional do magistério, com a reposição de todas as perdas e a aplicação no valor do adicional de qualificação (Mestrado e Doutorado). A tabela dos funcionários administrativos traz ainda simulação da aplicação do salário mínimo no valor inicial da carreira e simulação de aplicação de 50% do piso do magistério no nível inicial da carreira.

A publicação convoca a categoria para a assembleia geral híbrida da rede estadual no dia 20 de junho, às 14h, com a parte presencial no Sinpro Rio (Rua Pedro Lessa, 35 – Cinelândia).

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Boletim do Sepe 79 – Rede Estadual – versão digital (A4)
Boletim do Sepe 79 – Rede Estadual – Versão impressão (A3)

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Os profissionais de educação da rede estadual realizarão uma assembleia geral no próximo dia 20 de junho (sábado), no formato híbrido. A parte presencial da plenária será realizada no auditório do Sinpro-Rio (Rua Pedro Lessa, 35 – Cinelândia).

A rede, que se encontra em estado de mobilização, vai discutir na plenária os próximos passos da mobilização da categoria em busca de valorização e do atendimento das pautas de reivindicações pedagógicas e econômica.

Link para credenciamento na assembleia: 
https://redeestadual.seperj.info/av/


Novo Boletim do Sepe mostra como ficarão salários da rede estadual após a recomposição

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O Sepe publicou uma nova edição do boletim, com a notícia sobre a audiência histórica com o governador em exercício, Ricardo Couto, o anúncio do pagamento das parcelas da recomposição salarial e a convocação da paralisação de 24 horas no dia 27 de maio, com assembleia geral (10h – Club Municipal) e ato público no Palácio Guanabara. Baixe o PDF e compartilhe em sua escola.

Boletim do Sepe 78 – Rede Estadual – versão digital (A4)
Boletim do Sepe 78 – Rede Estadual – versão para reprodução (A3)


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A direção do Sepe participou de uma audiência nesta terça-feira, 19 de maio, com o governador em exercício, Ricardo Couto. O encontro, realizado no TJ-RJ, tratou sobre a pauta econômica. O governador confirmou o pagamento das parcelas restantes do acordo da recomposição salarial que estavam pendentes desde 2023: Segundo Ricardo Couto, os 11,56% divididos em duas parcelas serão pagos em duas parcelas nos meses de  agosto e novembro.

A reunião aconteceu na presidência do TJRJ e dela participaram, pela direção do sindicato: coordenadoras Helenita Beserra, Rose Oliveira e Rosilene Almeida; e as diretoras Dorotea Frota e Odisseia Carvalho. O governador Ricardo Couto, o secretário de Planejamento, Rafael Ventura Abreu e o secretário de Fazenda Guilherme Mercês representaram o Executivo Estadual na audiência.

Questionado sobre o estudo de impacto das perdas salariais da categoria, Couto afirmou eles continuam em andamento. A direção do Sepe apresentou na mesa as perdas da categoria nos últimos anos, que chegam a 58% e o governador se comprometeu a avançar neste estudo. Também lembramos a situação dos funcionários que recebem ainda vencimentos abaixo do mínimo e solicitamos uma rápida solução para este caso.

Sobre a questão do julgamento do Piso Nacional do Magistério, cujo julgamento se encontra em andamento no Supremo Tribunal Federal, o governador afirmou que depende da decisão dos ministros do STF sobre o Tema 1218 para que seja feito um estudo aqui no estado do Rio de Janeiro para a valorização de todos os profissionais.

LEIA MAIS Educação estadual irá parar no dia 27 de maio, com assembleia e ato no Palácio Guanabara

Na próxima reunião, agendada para a segunda semana de junho, o Sepe irá discutir com o governo outros temas importantes da pauta, tais como situação da Animação Cultural, funcionários ex-FAEP, DOC II migração e todos os outros pontos da pauta que não foram discutidos hoje, que serão debatidos na reunião de junho em conjunto com a equipe do governo, Secretarias de Fazenda e Planejamento e com a presença do governador Ricardo Couto.

Ainda em relação aos servidores ex-FAEP, a direção do Sepe apresentou uma minuta da Secretaria da Casa Civil em que é colocada a reestruturação desses servidores numa isonomia em relação à FAETEC, que é um direito que eles têm garantido.

Também foi apresentado o relatório do GT da Animação Cultural para o governador tomar ciência da situação deles e apresentar uma solução para a situação funcional deste segmento da categoria. O Sepe solicitou do governo que a recomposição deve  conter um adendo que beneficie os animadores culturais a fim de que eles possam ter direito ao pagamento destas parcelas.

Sobre a antecipação do 13º, Couto afirmou que vai pagar em 29 de maio a primeira parcela do benefício.

O Sepe ressalta que além dos avanços financeiros, a reunião de hoje possibilitou a elaboração de um planejamento, com a criação de um calendário regular de encontros não só com o Executivo, mas também com as secretarias de governo para que possamos dar conta até o final do ano de várias questões que estão pendentes e  que nem sempre envolvem as questões financeiras, mas também as de reorganização da carreira e das nossas funções.

Além do compromisso da realização da nova reunião no início de junho, também foi acertada uma agenda com a secretária Luciana Calaça sobre temas variados da nossa pauta pedagógica.

Em relação ao Rioprevidência, o governador se comprometeu em fazer um estudo no sentido da não utilização dos royalties para o pagamento de dívidas do estado, mas sim que esse dinheiro seja colocado num fundo previdenciário para não causar o risco para o pagamento dos nossos salários. Inclusive, foi falado sobre a verificação da possiblidade do retorno do dinheiro investido no Banco Master aos cofres do estado para que o pagamento dos salários de aposentados e aposentadas seja garantido.

Sobre reajuste dos vales transporte e refeição, o governo respondeu que, no momento, não existem estudos sobre como isso pode acontecer e o assunto ficou de voltar à pauta para discussão na próxima reunião.

O  Sepe lembra à categoria  que todos os estudos sobre a pauta de reivindicações da rede estadual já foram entregues para o governo e deverão ser tratados na continuidade das negociações. A questão do concurso de 2013/2014 também será tratado nas próximas reuniões. O sindicato garante que nenhuma reivindicação da nossa pauta será deixado para trás.

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SAIBA MAIS

Educação estadual irá parar no dia 27 de maio, com assembleia e ato no Palácio Guanabara
Baixe a cartilha da rede estadual, com a tabela de salários

 

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Em audiência com o Sepe, o governador em exercício Ricardo Couto anunciou que irá pagar as duas parcelas pendentes da recomposição salarial (2017-2021), somando 11,56%. Uma primeira e importante vitória da nossa luta e dos servidores públicos estaduais!

Mas as perdas são muito grandes. O índice de reajuste necessário para recuperar nosso poder de compra supera os 60%. E boa parte da categoria, em especial funcionários, recebe um vencimento-base inferior ao valor do salário mínimo.

No dia 27 de maio, a Educação estadual irá parar novamente, em uma greve de 24 horas pelo reajuste das perdas acumuladas, pelo pagamento do piso na carreira e em defesa da aposentadoria. O ex-governador Cláudio Castro foi responsável por destinar quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência para o Banco Master.

No dia 27/5, pare e participe das atividades.
Às 10h, teremos assembleia geral no Club Municipal (Tijuca)
Às 14h, teremos um ato no Palácio Guanabara.

 
 
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O Sepe assiste com o devido repúdio o avanço das investigações da Polícia Federal na chamada Operação “Unha e Carne”, destinada a investigar um esquema de corrupção e fraude em contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC), cuja quarta fase culminou na prisão do deputado estadual Thiago Rangel (AVANTE), que também foi afastado do cargo por determinação do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.

Agora, com o avançar das apurações policiais, vieram à tona áudios mostrando como funcionava o esquema de influência do deputado junto às unidades escolares pertencentes às Regionais da SEEDUC, em municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense. Matéria do RJ TV1 (TV Globo) apresentou áudios e mensagens obtidos pela PF na Unha e Carne que mostram o deputado preso, atuando diretamente sobre cargos estratégicos da Secretaria Estadual de Educação e negociando vagas na área para pessoas ligadas ao traficante Arídio Machado da Silva Júnior, o “Júnior do Beco”, segundo a investigação.

A PF suspeita que Thiago Rangel chefiava um esquema de fraudes em contratos de obras e serviços em escolas da rede estadual de ensino, além de lavagem de dinheiro envolvendo empresas e uma rede de postos de combustíveis. Em um dos áudios apresentados é possível ver o deputado dando ordens à diretora regional de Educação do Noroeste Fluminense, Júcia Gomes Souza Figueiredo, que também foi presa na operação de abril que culminou na prisão do parlamentar.

Para culminar, as fitas mostram áudios do deputado negociando a locação de uma irmã do traficante “Júnior do Beco” em uma Escola da rede estadual. Segundo a polícia, Thiago Rangel teria reservado vagas terceirizadas de auxiliar de serviços gerais no setor da Educação para indicações feitas pelo traficante.

Para o sindicato, a corrupção endêmica dentro das estruturas da Secretaria de Educação, marcada por compras irregulares, superfaturadas e sem licitação; desvios de verbas para reforma nas escolas e outros gastos já contestados por órgãos como o Tribunal de Contas e Ministério Público não é nenhuma novidade e vem sendo denunciada ao longo dos últimos anos, mas é um escândalo que merece a máxima atenção e rigor das autoridades policiais.

Cada vez mais fica explícita aquilo que, no dizer do ministro do STF Alexandre de Moraes, aponta para a instrumentalização da SEEDUC durante a gestão Cláudio Castro, que transformou o órgão numa verdadeira estrutura mafiosa em benefício de um grupo de políticos corruptos e sem compromisso para com o bem público.

Mas a coisa ainda fica pior, quando o esquema revelado pela polícia é uma clara demonstração de como a corrupção e o banditismo, quando inseridos no seio do poder público, podem representar riscos para os verdadeiros trabalhadores da educação em escolas infiltradas por foras da lei ali alocados por foras da lei de colarinho branco.


 
 
 
 
 
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